É de hoje…Agenda dos camaradas

É de hoje…Agenda dos camaradas

Dezoito dias depois do ano de 2021, os camaradas reuniram-se, ontem, no Complexo do Futungo 2, para, entre outros assuntos, analisar a sua agenda para o ano em curso.

O Congresso da Organização da Mulher Angola, marcado para o próximo mês de Março, com a jornalista Joana Tomás como a única candidata à substituição da veterana Luzia Inglês é uma das certezas, assim como a realização do Congresso ordinário, marcado inicialmente para Dezembro deste ano.

Esperado com alguma pompa e circunstância, por ser o primeiro ordinário a ser presidido por João Lourenço, depois do extraordinário em que foi eleito em substituição de José Eduardo dos Santos, o congresso tem alimentado inúmeras expectativas, sobretudo pelo caracter renovador que o mesmo encerra.

Será, seguramente, o momento esperado em que a actual liderança poderá construir uma organização assente nos propósitos que o próprio almeja, incluindo no seu seio uma nova geração de quadros com os quais poderá fazer frente aos desafios esperados para o ano de 2021 e os anos subsequentes.

Porém, embora tenha sido marcado com antecedência, há nas hostes do próprio partido dos camadas segmentos que olham para o mês de Dezembro como demasiado distante para as alterações que se impõe, assim como para se olear a máquina para o embate político e eleitoral.

Numa altura em que o seu principal adversário, a UNITA, esmera, a cada dia que passa, no sentido de surpreender os camaradas, muitos hoje acreditam que o conclave de Dezembro pode já ocorrer num momento de acirrada disputa.

Há pouco mais de um ano para o próximo pleito, algumas das acções que se esperam do congresso podem ocorrer à tangente, isto é, na curva de 2021, altura em que os angolanos deverão ser chamados ao voto para as eleições gerais.

Seguramente que, ao manter as datas iniciais, os camaradas saberão de antemão o que pretendem. Mais do que um encontro para a eleição do candidato às eleições do próximo ano, o conclave irá também acertar as linhas com que a organização se irá coser para solicitar uma vez mais a confiança dos angolanos.

O que resta saber é se, em seis ou sete meses depois, isto é, a contar de Dezembro próximo, haverá tempo para que a mensagem dos camaradas passe de forma fluída e os seus efeitos sentidos pela maioria dos angolanos, sobretudo numa fase destas em que se assiste a uma determinada contestação por causa dos inúmeros problemas sociais. De igual modo, como se cogita, possíveis alterações no quadro governativo num momento destes poderá também se parecer extemporâneo a julgar pela proximidade com a ida às urnas.