Editorial: Bolsa de Solidariedade

Editorial: Bolsa de Solidariedade

Não se trata de um projecto novo. Mas, sim, de uma iniciativa que já existia, cujo foco é a assistência de pessoas mais carenciadas com o apoio de diversas instituições nacionais e estrangeiras, como empresas, universidades, igrejas, organizações não governamentais e até supermercados.

Numa fase crítica, em que milhares de cidadãos angolanos clamam por assistência em termos de alimentação, vestuário e até água para beber, a entrada em cena de diversas organizações para a satisfação das necessidades mais elementares destes é bem-vinda.

Por maior vontade que tenham os benfeitores, casos existem em que os bens doados nem sempre chegaram aos destinatários. Às vezes, até mesmo o sofrimento de uns é utilizado para que outros tirem o máximo de rendimento possível e aumentem mais uns zeros nas suas contas bancárias.

A Bolsa de Solidariedade, relançada pelo Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher evidencia-se na criação de condições para que os benfeitores façam a doação sem mediação, ou seja, os beneficiários recebem das mãos dos doadores.