Bié: jovens aconselhados a aderir ao financiamento

Bié: jovens aconselhados a aderir ao financiamento

Mais de 100 jovens empreendedores da província do Bié foram elucidados e aconselhados ontem (Terça-feira) a aderirem às formas de financiamento do PAC (Programa de Apoio ao Crédito) e do Fundo de Capital de Risco (FACRA), inseridos no Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das importações (PRODESi), segundo a Angop

A palestra, realizada pelo Gabinete Provincial do Desenvolvimento Económico e Integral na província, visou sobretudo alertar os jovens empreendedores sobre a importância de se candidatarem ao financiamento da linha de crédito PAC e do FACRA. O Projecto de Apoio ao Crédito (PAC) aplica-se aos projectos de investimento que contribuam directa ou indirectamente na produção interna de bens, com valores a depender de cada projecto. No Bié estão inscritos 62 candidaturas.

O Programa de Apoio ao Crédito (PAC) foi aprovado por Decreto Presidencial n.º 159/19 de 17 de Maio e os avisos n.º 4 e 7 de 3 de Abril do Banco Nacional de Angola (BNA) estão inseridos no Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), instrumento de coordenação e parceria entre o Executivo e o sector empresarial.

A iniciativa visa estimular o acesso ao crédito dos produtores nacionais que queiram produzir os 54 produtos da cesta básica, no âmbito do PAC, ou os 17 bens no âmbito dos avisos n.º 4 e 7 do BNA.

A linha de crédito denominada FRACRA, com apenas duas candidaturas, financia projectos ligados ao comércio, pequenas indústrias, agricultura e outros, no valor estimado entre 100 a sete milhões de kwanzas.

Falando na palestra sobre o tema “Linhas de financiamento do Fundo de Capital de Risco (FACRA)”, a directora do Gabinete Provincial do Desenvolvimento Económico e Integral, Anacleta Eduardo, apelou os empreendedores no sentido de traçarem projectos inovadores para serem financiados, através do FRACRA.
Para ela, o FACRA é um instrumento para os empreendedores transformarem as dificuldades em oportunidades, para aumentar a cadeia produtiva, empregabilidade, bem como a produção de bens e serviços.
“A riqueza de qualquer país é gerada pelo sector privado. O estado cria apenas políticas de incentivos e atracão de modo que o sector privado cresça de forma sistematizada e organizada”, disse.
No âmbito das medidas de alívio económico do impacto negativo da Covid-19, no Bié, o BDA tem um valor global para financiar cerca de 642 milhões, 987 mil 652 kwanzas. Foram candidatas ao BDA 26 empresas, das quais 22 concluíram os dossiers exigidos pelo banco e chegaram a assinatura do memorando junto do Instituto Nacional de Apoio a Pequenas e Micro Empresas (INAPEM).
Das 22 empresas, 19 projectos foram aprovados, 15 já com desembolso efectivado, três em vias de desembolso e uma desistiu por motivos de vária ordem, que permitiu criar 245 empregos directos e 471 indirectos.