Trump concede mais de 140 perdões e comutações de pena a horas de sair da Casa Branca

Trump concede mais de 140 perdões e comutações de pena a horas de sair da Casa Branca

O Presidente cessante dos Estados Unidos, Donald Trump, perdoou e comutou penas a 143 pessoas, incluindo Steve Bannon. Foram concedidos perdões a 73 pessoas e comutou mais 70 penas

O Presidente cessante dos Estados Unidos, Donald Trump, perdoou e comutou ontem Quarta-feira penas a mais de 140 pessoas, entre elas o antigo conselheiro Steve Bannon, a poucas horas de terminar o mandato. No total, Trump concedeu perdões a 73 pessoas e comutou penas a outras 70, numa lista que inclui ex-membros do Congresso, aliados políticos, membros da sua família e até o famoso rapper Lil Wayne.

“O Presidente Trump concedeu um perdão total a Stephen Bannon”, um “importante líder do movimento conservador” que tem sido “perseguido pelos procuradores com acusações relacionadas com fraude a propósito de um projecto político”, pode ler-se no comunicado enviado pela porta-voz da Casa Branca Kayleigh McEnany. Bannon enfrentava desde Agosto uma acusação federal, no Estado de Nova Iorque, que o apontava – a ele e mais três homens – de defraudar em mais de um milhão de dólares quem fez donativos com vista à construção do muro com o México que Trump sempre quis construir.

A relação entre Trump e Bannon teve os seus altos e baixos, nos últimos anos, mas Trump acabou por tomar esta decisão depois de Bannon ter ajudado o ainda Presidente a difundir as teses de conspiração eleitoral que nunca foram comprovadas. Entre os perdões a figuras mais bem conhecidas está o antigo engenheiro da Google Anthony Levandowski, que se declarou culpado de ter “levado” informação privilegiada da Google quando foi liderar a pesquisa em carros autónomos da Uber.

Foi condenado a 18 meses de prisão e não estava ainda a cumprir pena – um juiz deliberou, porém, que deveria cumprir pena efectiva assim que a situação pandémica melhorasse. O democrata Joe Biden tomou posse esta Quarta-feira como Presidente dos EUA, numa Washington deserta, por causa da pandemia, e invadida por 25 mil soldados que vão garantir a segurança do acontecimento.