Criada comissão de inquérito para inspeccionar obras do PIIM em Caluquembe e em Caconda

Criada comissão de inquérito para inspeccionar obras do PIIM em Caluquembe e em Caconda

O Governo Provincial da Huíla criou uma comissão de inquérito para averiguar as irregularidades constatadas em algumas obras em execução, no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM)

A informação foi prestada à imprensa, nesta Quinta-feira, 21, pelo governador provincial da Huíla, Luís Nunes, depois de uma visita de constatação às obras em curso nos municípios de Caconda e de Caluquembe.

O PIIM tem para Caluquembe um total de nove projectos de impacto social, entre escolas, hospitais e estradas. Dois desses projectos já foram inaugurados.

Os projectos estão avaliados em 1 bilião e 400 milhões de Kwanzas, tendo sido já aplicados mais de 800 milhões de Kwanzas.

Entretanto, o andamento das obras não está a agradar o governador, que trabalhou, durante dois dias, nos dois municípios para constatar o grau de execução das mesmas.

Nas duas circunscrições, o governador disse ter verificado atrasos em algumas obras e má qualidade em outras, tendo, para o efeito, criado uma comissão de inquérito chefiada pelo vice-governador Nuno Mahapi Dala, que, no final, produzirá um relatório.

“Não gostei de ver as obras de Caconda e de Caluquembe, mas já criámos uma equipa do Governo que vai trabalhar com as duas administrações para revertermos este quadro”, declarou.

Luís Nunes mostrou-se convencido que, num curto espaço de tempo, o problema será resolvido em termos de qualidade das obras, bem como no cumprimento dos prazos, garantindo que, até Junho ou Julho do ano em curso, as mesmas serão entregues às populações.

À margem das normas

No município de Caluquembe, segundo o governador, algumas obras estão a ser feitas à margem das normas, pelo que se deve exigir mais rigor às empresas que se predispõem a executar obras públicas.

Como noticiámos na nossa edição de ontem, em Caluquembe, o governador visitou as obras do hospital municipal, duas escolas, sendo uma de 12 salas, na sede municipal, e outra de sete, na localidade da Vila Branca, comuna de Calepi.

“O problema é que, aqui em Caluquembe, as obras foram adjudicadas com alternativas com as quais nós não concordamos, por exemplo, escolas sem tecto-falso, sem quadras desportivas”, desabafou.

Para mudar o quadro, fez saber que a comissão de inquérito, que começa a trabalhar na próxima Segunda-feira, 25, prestará uma informação que vai ditar em que incidirá a intervenção do Governo para corrigir a situação.

POR: João Katombela, na Huíla

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