É de hoje…Sobrevivência política

É de hoje…Sobrevivência política

Finalmente, há uma luz no fundo do túnel quanto ao futuro de Abel Chivukuvuku. Depois de vários chumbos dados pelo Tribunal Constitucional ao projecto político PRA-JA Servir Angola, de que é um dos principais promotores.

As sucessivas notícias avançadas, em primeira mão por este Jornal, quase sempre surgiam em surdina também respostas, maioritariamente em off , de que não havia nenhum contacto entre este político e algumas formações políticas para que venha a integrar como cabeça de lista.

Os primeiros contactos foram a Aliança Patriótica Nacional (APN), de Quintino Moreira, tendo estes recuado pela abordagem menos cordial que terão tido, em que os seus integrantes terão visto nos representantes de Chivukuvuku um certo menosprezo em relação a eles.

Ontem, Justino Pinto de Andrade quebrou o gelo ao Jornal de Angola, confirmando que o seu partido poderá analisar o assunto, isto depois de na Quinta-feira OPAÍS ter trazido à luz do dia os meandros que se passavam nos corredores.

Mais do que uma possível aliança normal, sobretudo nos sistemas democráticos, o casamento entre o Bloco Democrático e Abel Chivukuvuku será um acerto de sobrevivência política tanto para a formação política liderada por Justino Pinto de Andrade como para Chivukuvuku.

Embora tenham estado os dois mergulhados na CASA-CE, onde ainda está o próprio Bloco Democrático, a grande verdade é que, a acontecer a união, ela não se cingirá somente ao desejo de Chivukuvuku de encabeçar a participação do partido em 2022.

Longe do cabeça de lista e os seus desejos, que passam por lutar para chegar ao posto de Presidente da República, é ponto assente que Abel não deixará de pretender colocar em posições elegíveis os seus principais lugares-tenentes, entre os quais os deputados que integram o chamado bloco dos independentes que abandonou a CASA-CE na mesma altura em que o antigo líder foi afastado.

Mesmo que precisem de uma fi gura que lhes garanta a não extinção depois do pleito do próximo ano, ainda assim os consensos poderão não ser fáceis em termos ideológicos, assim como na indicação da posição de fi guras proeminentes do próprio Bloco Democrático, muitos dos quais provenientes da extinta Frente para a Democracia.

Que papéis estarão reservados a uns e não a outros, uma vez que os próprios dirigentes do Bloco Democrático, enquanto membros ainda da coligação CASA-CE, estão conscientes dos problemas que terão ditado a saída de alguns elementos que hoje se preparam para receber.?

A ver vamos…