É de hoje…Maus exemplos

É de hoje…Maus exemplos

Teve início ontem, em Angola, a restrição imposta pelo Executivo às viagens para a África do Sul, Brasil e Portugal no sentido de se travar a entrada das novas estirpes do coronavírus, que ainda não sabemos se já está entre nós ou não.

Depois do anúncio feito pelo ministro Adão de Almeida, no último balanço sobre a Situação de Estado de Calamidade, milhares de cidadãos angolanos e estrangeiros acabaram por regressar ao país.

São vários os testados provenientes do exterior. Doze, entre milhares, testaram positivo. E aguarda-se por estes dias a confirmação se se trata do vírus normal com que estamos a lidar há quase um ano ou então as novas estirpes que estão a deixar de rastos os sistemas de saúde de países com melhores condições que Angola.

Até ao momento, apesar do cepticismo inicial de diversos sectores da vida política, económica e social, as acções do Executivo estão a surtir efeitos neste combate contra a Covid 19. Aliás, os sinais de reconhecimento que vão sendo feitos a partir do exterior e das principais organizações internacionais, entre as quais a própria Organização Mundial da Saúde demonstram isso.

Ultimamente, não obstante os receios que se tem do exterior, o maior dilema do Executivo é mesmo interno. À medida que se triunfa em termos de recuperação de infectados e a diminuição das mortes, do lado inverso está uma população que se vai tornando quase que insensível aos perigos que a própria doença representa.

Aumentam as actividades lúdicas. Já não há pejo em se esconder as festas e outras acções que são feitas à luz do dia ou à socapa. Isso sem ter em conta alguns bairros de Luanda, sobretudo na sua periferia, em que os anormais passaram a ser aqueles que insistentemente usam máscaras para se protegerem do vírus silencioso.

Infelizmente, os maus exemplos não estão circunscritos aos populares. A falta de bom senso muitas das vezes é infl uenciada por entidades que, à partida, deveriam brindar os cidadãos comuns com uma postura mais responsável, contrariamente ao que nos tem sido brindado nas redes sociais por políticos e respectivas organizações políticas.

Certo ou errado, o cidadão comum tende a ver em determinadas entidades uma espécie de modelo para as suas acções. Não nos espantemos se um dia destes um jovem diga que não usa máscara ou preteriu do distanciamento porque o seu suposto ídolo, de forma irresponsável, o tenha levado a este estágio.