PR autoriza obras para contenção de ravina no Zango 5

PR autoriza obras para contenção de ravina no Zango 5

Trata-se, em concreto, de um desembolso de mil, trezentos e três milhões, seiscentos e oitenta mil, trezentos e vinte e seis Kwanzas.

O Presidente da República, João Lourenço, autorizou uma verba para a contenção e estabilização de uma ravina na Zona Sul da Centralidade do Zango 5, município de Viana, província de Luanda.

Conforme o Despacho Presidencial nº 9/21 de 22 de Janeiro, publicado em Diário da República, sexta-feira, o Chefe de Estado angolano autoriza a contratação de uma empreitada de obras públicas para o início destas obras, com carácter emergencial.

No Despacho, João Lourenço autoriza um Contrato de Fiscalização de Obras Públicas para a contenção e estabilização da ravina, no valor de trinta e nove milhões, cento e dez mil, quatrocentos e oito Kwanzas e setenta e oito cêntimos. A decisão, de acordo com o texto a que a ANGOP teve acesso, visa assegurar a adopção de medidas, com carácter emergencial, para travar o avanço progressivo dos solos na Zona Sul da centralidade, que originaram o surgimento de ravinas na localidade.

No Despacho, o Presidente da República refere que estas ravinas colocam em risco de desabamento iminente a Estação de Tratamento de Águas Residuais, a conduta de abastecimento de água e os arruamentos internos daquela localidade. A medida de João Lourenço surge depois da realização de várias visitas de inspecção ao local, por técnicos do Governo Provincial de Luanda e da Administração Municipal de Viana.

O problema das ravinas no Zango 5 começou a evidenciar-se há dois anos, por causa de um hipotético “erro de concepção do sistema de macro drenagem”, segundo especialistas ouvidos pela ANGOP. A progressão da erosão, afirmam os mesmos especialistas, poderá causar, a curto prazo, problemas estruturais no sistema de fornecimento de água e nos cabos de fibra óptica.

Em caso de demora na intervenção, afirmam que a ravina poderia, ainda, cortar o sistema de telecomunicações e engolir edifícios no Bloco A da centralidade. Segundo o engenheiro civil Angelino Kissonde, o problema da erosão dos solos na localidade resulta da “falta de sistema de drenagem, que consiste na colocação de esgotos para escoar as águas das chuvas e não só, instalações eléctricas, telecomunicações e arruamentos”