Editorial: A força da desinformação

Editorial: A força da desinformação

Até ontem, Terça-feira, 26, havia, entre muitos, um sentimento de insegurança em relação aos supostos raptos e outros crimes que vão ocorrendo em Luanda nos últimos dias.

Tal como se viveu em determinados períodos da história deste país, hoje cada um é um expert em assuntos de segurança, chegando-se mesmo ao ponto de se duvidar das informações avançadas pelos responsáveis dos Serviços de Investigação Criminal (SIC).

Fica-se com a impressão de que muitos aguardavam por uma confirmação positiva mesmo que não existam os propalados crimes nas dimensões em que são apresentados. Mais do que confiar nas autoridades, o principal amigo tornou-se as redes sociais. É lá onde se fazem as denúncias, se apresentam supostos corpos recortados e até a apreensão de meliantes.

Até ao momento, a Polícia não encontra os corpos nem os familiares de muitos que se diziam raptados, assim como os cadáveres de pessoas esventradas e respectivas campas. As portas das unidades policiais ou dos serviços de investigação quase que foram esquecidas, até mesmo por aqueles que viram outros casos resolvidos. O que vale é denunciar e, com isso, alcançar o maior número de likes (gostos) possíveis.