GPL homenageia profissionais da Saúde

GPL homenageia profissionais da Saúde

A governadora da província de Luanda, Joana Lina, homenageou os diferentes profissionais do sector da Saúde, em alusão ao Dia do Médico, que se assinalou ontem. Na ocasião, afirmou que a celebração deve ser aproveitada para reflexão sobre as actividades e a realidade dos profissionais, bem como dignificar a classe e pensar nas políticas públicas que garantam aos médicos mais e melhores condições de trabalho

Joana Lina reconheceu o papel significativo dos médicos para a melhoria dos indicadores de saúde a nível do país, em particular em Luanda, que ainda enfrenta diferentes desafios, tais como a redução da taxa de mortalidade materno-infantil, a malária, doenças diarreicas agudas, respiratórias, VIH Sida, tuberculose, entre outras doenças.

Segundo a governante, os desafios que o país enfrenta com a Covid-19 não permitem realizar as acções que pretendem ver materializadas no sector, mas, apesar das limitações, o Executivo tem prestado especial atenção no exercício da programação do orçamento, privilegiando a saúde, no sentido de dar resposta eficaz à demanda da população que procura quase diariamente os seus serviços, tendo em conta que a sua missão se traduz em diagnosticar as enfermidades para posteriormente fornecer o suporte e as indicações adequadas para a cura.

É, igualmente, responsável para indicar formas de prevenção de doenças e orientação dos indivíduos para obterem vida saudável, facto que auxilia na redução do impacto das doenças, visando o desenvolvimento harmonioso da população da província de Luanda.

Segundo Joana Lina, dos profissionais de saúde, espera-se sempre um conhecimento técnico e prático, sobretudo atenção centrada no paciente, de modo a proporcionar o atendimento humanizado. Na ocasião, agradeceu a todos os médicos, sobretudo os que, em condições extremas, ficaram distantes das suas famílias. Por seu turno, a médica Marta Sunda, que falava em representação da classe, explicou que, em tempos como esses, os profissionais, forçosamente, vivem grande perigo e consternação, tendo em conta que são os primeiros a serem expostos, porque a sua vocação é agir nas fronteiras, lá onde a vida se encontra ameaçada e os rostos humanos expressam medo e dor.

É diante desse olhar sofrido do outro, que os profissionais de saúde ouvem o apelo mais profundo da humanidade, na sua hora mais verdadeira e frágil, como fez saber. É diante do enigma ético do rosto dos pacientes, isolados e sozinhos num leito, que a sua classe realiza a vocação para o cuidado.

“Cuidar é responsabilizar-se pelos outros, cumprindo a faculdade, a disposição e a preocupação com o outro, desse ofício apurado nas causas da dor e no fundo do silêncio, lá onde há choro e ranger de dentes e onde poucos de nós gostaríamos ou teríamos coragem de estar”, frisou Marta Sunda.

Disse ainda que são responsáveis por outrem sem esperar a reciprocidade, ainda que isso custe a vida. Lembrando que no dicionário da ética o nome disso é bondade. Diante do seu objecto, os profissionais encontram-se existenciais, cada paciente, não pela sua saúde, mas precisamente pela sua doença, e tornam-se objecto do seu serviço.

Foram a doença e o sofrimento que a acompanha, que expôs diante do profissional de saúde o rosto perdido e impotente daquele que não pode mais cuidar de si mesmo e, por isso, busca auxílio.

“Os profissionais devem ser homenageados cada vez mais”

Marta Sunda afirmou que não é pedir bastante que os profissionais sejam reverenciados e cada vez mais valorizados. Os seus conhecimentos devem ser respeitados e as suas intervenções objecto de confiança e crédito.

Nas suas mãos, todos entregam o que é mais caro, a própria vida. Por tal realidade, toda política do Estado deve incentivar esse reconhecimento e favorecer essa confiança, a fim de contribuir para que o conhecimento, teórico e prático, seja incrementado, com verbas, oportunidades, salários adequados e, sobretudo, melhores condições de trabalho.

Finalizou dizendo que a acção dos Profissionais de Saúde é uma arte baseada na ciência, uma arte cujo objecto é a cura, compreendida ao longo dos séculos como a devolução de um organismo ao seu estado natural ou tão próximo a ele quanto possível.