Negócio dos derivados do petróleo ‘encolheu’ por conta da Covid-19

Negócio dos derivados do petróleo ‘encolheu’ por conta da Covid-19

Cerca de 450 mil milhões de Kwanzas é o valor arrecadado na venda de mais de 2 mil milhões de toneladas métricas de combustíveis líquidos, o valor global arrecadado no negócio dos derivados de petróleo em 2020

As quantidades em referência representam um decrescimento de 30% em relação ao ano anterior. A principal fonte de garantia de derivados do petróleo para o consumo nacional continua a ser a importação que assegurou uma quota de 72%, secundado pela Refinaria de Luanda com 25%, enquanto a Cabgoc contribuiu apenas com 3% do total de produto distribuído na rede nacional de consumo. O esforço de importação representou um gasto na ordem de USD 913.1 milhões.

Os dados são do Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP) que ontem efectuou, em Luanda, o balanço das actividades realizadas em 2020, pelas empresas do sector. Angola conta com uma capacidade de armazenagem de combustíveis líquidos em terra de mais de 680 metros cúbicos.

A Sonangol Logística continua a ser a detentora de maior capacidade de asseguramento deste tipo de produtos para o país com a capacidade de armazenamento de 54,45%, enquanto a Pumangol assegura 47,55%, correspondente a mais de 320 metros cúbicos de combustíveis líquidos.

A infra-estrutura de distribuição de combustíveis líquidos do país regrediu alguns números em 2020. Angola conta com 951 postos de abastecimentos (PA) em estado operacional, menos 17 em comparação ao ano anterior, repartidos em 341 da Sonangol Distribuidora (35,9%), 78 da Pumangol (8,2%), seguida da Sonangalp com 60 PAs.

O novo player do sector (que tomou parte da jornada de balanço pela primeira vez) é a Total Marketing e Serviços Angola que já assegura 40 Postos de Abastecimento (TOMSA) com uma fatia de 4,2%.

Neste capítulo, a franja mais significativa de Postos de Abastecimento ainda são as de Bandeira Branca, com 432 PA, correspondentes a 45,4% do total. Postos de Abastecimento de Bandeira branca é o somatório de todos que, não pertencendo a uma marca significativa, operam na esfera de infra-estrutura individualizadas.

Para não variar, a pandemia da Covid-19 também adicionou os seus estragos ao sector dos derivados do petróleo, ao ter provocado um decréscimo de cerca de 25% no volume de venda em comparação com igual período anterior, ou seja as vendas de 2019.

Segundo o director do Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo, IRDP, Albino Ferreira, o decréscimo deveu-se aos “sucessivos períodos de Estado de Emergência e Estado de Calamidade, decretados para o controlo e combate à pandemia, sendo que, em termos de quota de mercado, a Sonangol Distribuidora manteve a liderança com aproximadamente 64%, seguida da Pumangol (24%), Sonangalp (10% e a TOMSA com 2 por cento.

No balanço feito, referência particular ao facto de cinco províncias do país consumirem mais de dois terços do combustível distribuído em 2020 (70%), sendo a de Luanda o “papão” com uma fatia de 44 por cento, seguindo-se lhe as da Huila, Cabinda, Benguela e Zaire.

Cabinda e Zaire (apesar do seu tamanho reduzido) integram o “top-5 do consumo de combustíveis”, ao que tudo indica devido à sua proximidade com territórios fronteiriços com grandes necessidades de derivados de petróleo, nomeadamente os nossos vizinhos a Norte, países que, alias, são destino de significativas quantidades contrabandeadas.

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