UNITA continua a chorar a morte do general Chilingutila

UNITA continua a chorar a morte do general Chilingutila

Depois de o secretariado geral deste partido se ter manifestado chocado com a morte do seu militante e quadro, o Grupo Parlamentar juntou-se também ao clamor pela partida prematura de Demóstenes Amós Chilingutila

De acordo com um comunicado enviado ao jornal OPAÍS, os deputados lamentam a morte do seu antigo colega, que, durante dois mandatos consecutivos (2008-2012 e 2012-2017), serviu o Grupo Parlamentar.“Foi com profunda dor e consternação que o Grupo Parlamentar da UNITA tomou conhecimento da morte do general Demóstenes Amós Chilingutila, membro do Conselho Presidencial do Partido, ocorrida no dia 24 de Janeiro do corrente ano, no Huambo, por doença”.

Consideram que o deputado e general reformado inspirou várias gerações no partido e na sociedade, pela sua dedicação às causas em que acreditou. “Com a sua voz de comando inconfundível, com o seu trato fácil, a sua morte retira daquele seio um valioso e distinto servidor de Angola”, lê-se numa das passagens do comunicado fúnebre.

Na mensagem, o general “Chily”, como era tratado pelos mais próximos, é apontado como tendo sido um quadro exemplar, de “uma trajectória heróica de batalhas pela liberdade e democracia”, tendo colocado a sua pedra no alicerce da construção da República de Angola como Estado Democrático e de Direito .

Um dos construtores da paz e da democracia

O deputado Raúl Danda considera o desaparecimento físico do general Demóstenes Chilingutila como perda irreparável de um dos construtores da paz e da democracia no país.

“Esta biblioteca viva que partiu fará sempre falta ao país, primeiro por ser testemunha da história real e verdadeira de Angola”, disse, para quem não foi perda só para a UNITA, mas também para o país.

Danda recorda os momentos que passou com Chilingutila, tanto no campo militar( nas FALA, antigo exército da UNITA) e na Assembleia Nacional, enquanto deputados.

“Foi durante muito tempo o Chefe do Maior General das Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA)”, recordou, avançando que, depois da assinatura dos Acordos de Bicesse, em Portugal, em 1991, participou na base da construção das actuais Forças Armadas Angolanas (FAA).

“Esteve na Comissão Conjunta(CC) a responder pela área militar. No Governo de Unidade e Reconciliação Nacional(GURN), foi vice-ministro da Defesa para os Recursos Materiais.

Pacificador e conselheiro da juventude

Para a deputada Albertina Ngolo (Navita), o malogrado tinha uma dimensão humana digna de realce.

“Era o nosso tio, o comandante de todos os actos , tanto os de alegria como os de tristeza”, sublinhou a também actual secretária provincial da UNITA no Huambo, onde o malogrado faleceu.

Segundo Navita, Angola perdeu um dos seus melhores filhos, um grande mobilizador das bases da UNITA.