Covid-19: cismado com imunizantes dos EUA, Irão vai usar vacinas da Rússia, China, Índia e a nacional

Covid-19: cismado com imunizantes dos EUA, Irão vai usar vacinas da Rússia, China, Índia e a nacional

O Irão não vai utilizar vacinas americanas devido a preocupações no campo da saúde pública e da política, confiando nos imunizantes contra a Covid-19 dos seus aliados, bem como de produção nacional. Numa entrevista a ser publicada hoje (28), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, contou ao canal RT que a vacina russa Sputnik V será “utilizada e produzida” no Irão, que acabou entrando na Terça-feira (26) na lista de nações a registarem a vacina russa. “Nós vamos adquirir a vacina russa; vamos adquirir a vacina chinesa, e estamos em contacto com todos eles (aliados). Vamos adquirir a vacina indiana”, disse o chanceler iraniano, que se encontra em Moscovo.

A vacina iraniana passou na primeira fase de testes clínicos em humanos, estando o Irão com esperanças de incluí-la na campanha de imunização em Junho. Enquanto isso, as vacinas americanas da Pfizer/BioNTech e da Moderna, que se tornaram a escolha preferida dos aliados dos EUA, foram rejeitadas por Teerão. Como justificação da rejeição das vacinas norte-americanas, Zarif lembrou como a cooperação com países ocidentais na área de saúde pública afectou negativamente Teerão.

“Você sabe que temos uma experiência muito amarga com outros países ocidentais que não quero mencionar. Eles enviaram para o Irão sangue com vírus” e muitos pacientes que precisavam de transfusões foram infectados, relatou Zarif. Embora o diplomata iraniano tenha se recusado a nomear o país, é provável que estivesse a se referir a suprimentos de sangue contaminado com HIV enviados da França nas décadas de 1980 e 1990. Na época, foi relatado que cerca de 300 iranianos foram infectados com sangue contaminado, o que se tornou um escândalo internacional.