Artistas plásticos e artesãos lamentam ausência de “turistas” na Feira do Patriota

Artistas plásticos e artesãos lamentam ausência de “turistas” na Feira do Patriota

A fraca procura pelos artefactos e bens culturais, estão na base das lamentações dos profissionais das artes plásticas, que têm apenas como ofício o fabrico e a venda de produtos artísticos

Os artistas plásticos e artesãos da “Feira do Patriota”, no Distrito Urbano do Benfica, em Luanda, lamentam a ausência, sobretudo, de turistas estrangeiros, desde a implementação do primeiro Estado de Emergência, face à chegada da Covid–19 no país.

Segundo os artistas, apesar da oferta, já se tinha registado uma baixa nas vendas de peças de arte, em virtude da mudança do então Mercado do Artesanato, antes localizado no Benfica e, em 2016, passou para o Museu da Escrava tura.Alguns artistas e artesãos que passaram para a nova feira, localizada no bairrro Patriota, indicam a falta de turistas como a principal causa do declínio das vendas, pois os visitantes estrangeiros eram os maiores compradores, quer de quadros, obras artesanais e de escultura

“Já não vendíamos tanto quando o mercado passou para o museu, agora, com a pandemia, não há clientes, ninguém vem, as vias estão praticamente fechadas, ninguém entra, ninguém sai. Está tudo mal”, lamentou Jaime David, artista plástico há 25 anos.

Tal como Jaime, dona Rosa, artesã de 48 anos, explicou que tiveram que se mudar para o Patriota,
em 2019, sob a autorização da administração distrital, porque o novo mercado de artesanato está distante dos olhos das pessoas.

Leia mais na edição em PDF do Jornal OPais Diário.

Faça já a sua subscrição!

Envie um e-mail para info@opais.co.ao e tenha acesso à todas as notícias na íntegra.