FFH nega envolvimento na venda ilegal na venda ilegal de habitações em Benguela

FFH nega envolvimento na venda ilegal na venda ilegal de habitações em Benguela

O Fundo de Fomento Habitacional (FFH) negou, nesta sexta-feira, o envolvimento de técnicos da instituição no processo de compra e venda fraudulenta de residências nas centralidades do Lobito e do Luhongo, província de Benguela.

Em declarações à ANGOP, o porta-voz do FFH, Valdir Sousa, afirmou que a instituição é fiel depositária destas centralidades, e não tem conhecimento, oficialmente, de quadros seus arrolados no processo. “Não temos nenhum funcionário nosso arrolado neste processo e nem foi preso, preventivamente, nenhum funcionário nosso”, exprimiu o responsável.

A reacção surge na sequência do pronunciamento do procurador junto do Serviço de Investigação Criminal no Lobito, Almerindo Bastos, que disse estarem envolvidos no caso “funcionários do Instituto Nacional da Habitação (INH), do Fundo de Fomento Habitacional, elementos do SIC e, inclusive, “um padre católico”. “Estão a decorrer os seus trâmites legais nesta Comarca do Lobito dois processos – um de corrupção activa e outro de corrupção passiva”, disse o procurador.

Na última quinta-feira, o SIC apreender 80 residências adquiridas de forma fraudulenta, nas centralidades do Lobito e do Luhongo, província de Benguela. Trata-se de 18 residências na centralidade do Lobito e 62 na do Luhongo, entre vivendas e apartamentos. Segundo Almerindo Bastos, muitas das residências “foram adquiridas através do Instituto Nacional da Habitação, e de elementos que roubaram as chaves”.

Por seu turno, o porta-voz do SIC, Victorino Cotingo, explicou que parte dos implicados estava em prisão preventiva, mas foi posta em liberdade, aguardando a instrução preparatória dos autos, para remeter os processos em juízo.

A investigação levada a cabo pelo SIC sobre as residências adquiridas ilegalmente nas centralidades do Lobito e do Luhongo teve início em Junho de 2020, segundo Victorino Cotingo. De acordo com Valdir Sousa, o Fundo de Fomento Habitacional tem trabalhado com o SIC e a PGR para desmantelar estas redes, há já algum tempo, mas nunca foi notificado de um possível envolvimento dos seus técnicos no processo em causa.