Centro materno do Cabo Ledo reforçado com placas solares

Centro materno do Cabo Ledo reforçado com placas solares

Dada a preocupação com o fornecimento de energia eléctrica, foi instalada uma planta de placas solar no Centro Materno Infantil do Cabo Ledo, com capacidade de 14 KW, deixando, assim, para trás as noites de parto com auxílio de lanternas

 

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), na qualidade de concessionária nacional, a ENI Angola e os seus parceiros, entregaram, ontem, um sistema de placa solar de 14KW ao Centro de Saúde do Cabo Ledo, no município da Quiçama, em Luanda. O centro em referência passou por várias dificuldades, no que à electrificação diz respeito, pois depende de gerador e, muitas vezes, ficou às escuras. Houve relatos de partos que foram realizados com o auxílio da luminosidade de uma lanterna. Segundo o director do centro, Daniel Coxe, esta entrega vem dar resposta às dificuldades, já que, quando não há energia eléctrica, a solução tem sido as lanternas, pelo que abraça e agradece o projecto de electrificação com placa solar.

O centro recebe 40 pessoas por dia, com um total de 7 técnicos. Este sistema solar insere-se num projecto social mais vasto de electrificação de centros de saúde no país, como fez saber Matteo Bacchini, da ENI, com o qual se quer promover o uso de energias renováveis em prol da melhoria da qualidade e da disponibilidade dos serviços de saúde, nas áreas abrangidas. O mesmo projecto foi instalado, para além de Luanda, nas províncias da Huíla e Namibe, segundo o entrevistado, um total de 8 sistemas, no âmbito do desenvolvimento e exploração de energia solar em Angola, que “tem tanto sol”. Para a ANPG, segundo Américo Nascimento, este é o segundo projecto de instalação de placas solar, mas disse que não é o único projecto de âmbito social que a agência desenvolve, uma vez que, nos próximos tempo, irão virarse para a reabilitação e construção de bibliotecas, bem como fornecimento de livros.

O foco é saúde e educação. Outrossim, dos 14 KW de energia que sairão das placas solar instaladas no Centro Materno Infantil do Cabo Ledo, a instituição consumirá apenas 5 KV, o que, para Ethel Neto, da Anglobal (empresa que fez a instalação), se houver alguma necessidade, nalguma instituição próxima, pode ser aproveitado. “São 52 painéis solar, tem uma potência para gerar de 12 a 14 KW, tem uma capacidade de autonomia de 14 horas/dia com falta de energia solar. A capacidade de consumo da maternidade está entre 4 e 5 KW, o que quer dizer que em outras circunstâncias, mais duas ou três instituições podem estar alocadas se tivessem dentro deste consumo”, disse. A durabilidade destas placas são de até 15 anos, com a manutenção regular pode demorar até 30 anos.