Editorial: Não é sorte, é trabalho

Editorial: Não é sorte, é trabalho

Os últimos relatórios em que se cita o nome de Angola apresentam projecções animadoras, independentemente da situação social em que vivemos, fruto dos graves problemas económicos iniciados há vários anos. A entrada de investidores no país esteve, de algum modo, condicionada também aos lugares que sempre ocupamos no ranking da corrupção e outros, em cujos lugares temos vindo a registar melhorias. De acordo com a tabela da ONG Transparência Internacional, na qual se avalia a percepção da corrupção no sector público de 180 países, numa pontuação de zero (considerado como corrupto) a 100 (encarado como transparente), Angola faz parte de alguns países lusófonos e da África subsahariana que melhorou o seu desempenho.

O país melhora, assim, pelo terceiro ano consecutivo a sua avaliação em matéria de percepção da corrupção, depois de, em 2018, ter subido dois lugares, passando do 167.º para o 165.º com uma pontuação de 19, em 2019. Tratando-se de uma instituição credível, como a transparência internacional, só nos podemos sentir orgulhosos. É que, apesar de alguns menosprezarem o que isso representa a nível interno, há quem lá fora olhe com bons olhos o que se passa em Angola.