Mais de 350 pacientes assistidos

Mais de 350 pacientes assistidos

O director-adjunto do Clube dos Médicos, Joaquim Gonga, disse, ao OPAÍS, que ultrapassaram a meta preconizada que era assistir 300 pacientes, tendo em conta que consultaram 358 pacientes nas diversas áreas de especialidade das ciências médicas

Com isso, conseguiram cumprir com 100 por cento dos objectivos preconizados para esta actividade de cariz filantrópica, na qual ofereceram consultas de clínica geral e de especialidade à famílias carenciadas. “Não fomos apenas oferecer as consultas, mas sim, cumprir com o binómio de assistência médica e medicamentosa. Portanto, demos as consultas e ao mesmo tempo oferecemos aos utentes um kit mínimo de medicamentos relacionado a patologia que nós assistimos”, frisou.

Quanto às principais patologias, o médico-cirurgião cardíaco e vascular residência disse que predominaram na assistência pediátrica as doenças de fórum respiratório aguda alta (falingo amedalita catarral). A malária também esteve em alta tanto em crianças como em adultos.

Os pacientes que foram detectados com esta doença, tiveram a oportunidade de levar para casa um kit de medicamentos completo para a combater, em cumprimento ao protocolo de tratamento da malária que o departamento de Saúde Pública estabelece.

Também marcaram presença um número considerável de pacientes com doenças crónicas não transmissíveis como hipertensão arterial e a diabete mellitus. “Foi um dia bastante laborioso, mas cujo resultado dá-nos o beneplácito de alegria do dever cumprido”, frisou.

De acordo com Joaquim Gonga, a escolha do Hospital do Kapalanga obedeceu a um critério de selectividade regido baseado na informação, do ponto de vista epidemiológico que receberam e da densidade populacional. Na medida em que Viana é o município mais populoso do país e o distrito onde está o hospital do Kapalanga é o segundo mais populoso deste município.

O mestre em urgências médicas explicou que actividade foi assegurada por 30 médicos associados a outros profissionais da área de saúde, nomeadamente, técnicos de diagnóstico e terapêuticos como nutricionistas, farmacêuticos, cardiopneumologistas e enfermeiros. Tais profissionais começaram a executar as suas tarefas às 9 horas e terminaram às 15 horas, conforme planeado. “Endereço uma palavra de apresso à Medianova, por ser o parceiro que connosco trabalhou, à Luzolo Yetu, uma associação filantrópica, e ao Hospital do Kapalanga que ofereceu as suas instalações e algum material gastável e medicamentos para juntos unirmos esforços para um reforço à actividade assistencial do corpo clínico deste hospital”, frisou. Acrescentou de seguida que “A ONU-SIDA é outro dos nossos parceiros importantíssimos, no garante da sustentabilidade dos nossos projectos”.

O Joaquim Gonga garantiu que vão continuar a realizar este tipo de actividades com vista atingir um total de 30 mil consultas e 300 cirurgias grátis anualmente, direcionadas às populações mais carenciadas.

A próxima actividade está prevista para dentro de um mês. O Clube dos Médicos vai escolher outra localidade com carência medica e medicamentosa de Luanda para o efeito.