Pacientes com Junta Médica em Portugal passam a ser tratados no país a partir de Fevereiro

Pacientes com Junta Médica em Portugal passam a ser tratados no país a partir de Fevereiro

A ministra de estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, anunciou, ontem, que no âmbito do alinhamento das prioridades a nível de assistência médica e considerando grande impacto no Orçamento Geral do Estado que advém do envio de doentes para o exterior do país em tratamento médico às custas do Estado em junta médica, tornou-se urgente proceder a um corte neste processo que dura mais de quatro décadas, porque na altura o Serviço nacional de Saúde não tinha capacidades nem recursos humanos e tecnológicos para a resolução dos problemas de saúde mais complicados

A governante, que falava em conferência de imprensa no CIAM, explicou que no decorrer dos anos, o objectivo da junta foi adulterado, havendo casos de cidadãos que foram de junta, especialmente para Portugal, que permaneceram anos e anos seguidos, sendo que outros ainda insistem em permanecer às custas do erário público mesmo com alta médica.

De acordo com Carolina Cerqueira, esta situação beneficiou uma pequena faixa da população, principalmente da classe média, quando os mais necessitados por vezes não podiam sair por falta de recursos financeiros.

“Actualmente, o país conta já com mais recursos humanos e tecnológicos e muitas patologias já podem ser resolvidas a nível do nosso território”, garantiu. A ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, explicou que depois de um estudo e trabalho de equipas especializadas de vários sectores, como o de Saúde e Finanças, o Executivo decidiu sanear a preocupante situação da junta de saúde em Portugal.

“E como uma acção imediata, fez-se o cadastramento de todos os doentes para o seu reenvio ao país e numa fase subsequente redefiniram-se os novos moldes em que poderá funcionar no futuro para atendimento extraordinário para patologias específicas de casos concretos e excepcionalmente reconhecidos por especialistas como não possível de serem tratados no nosso país”, disse. País vai contar brevemente com um Centro de Tratamento de Doenças Infecciosas com 1.200 camas Por outro lado, Carolina Cerqueira, contou que a maior parte das acções desenvolvidas foram a título gratuito em despesas extraordinárias do Orçamento Geral do Estado que estão avaliadas em de 50 mil milhões de Kwanzas a que se juntou o apoio financeiro de meios e de equipamentos a algumas instituições doadoras.

Fez saber que actualmente funcionam a nível de Luanda dois hospitais de campanha públicos e um privado, estando em fase de conclusão o Centro de Tratamento de Doenças Infecciosas com 1.200 camas em Calumbo a ser inaugurado brevemente.

“Estão em funcionamento neste momento também, hospitais de campanha na Lunda-Norte e Cabinda. O do Cunene poderá ser inaugurado nos próximos dias, em Benguela e Uíge estão em fase de conclusão e em perspectiva, hospitais similares vão ser erguidos na Huíla e Cuanza- Sul”, afirmou.

Sublinhando que todo este investimento hospitalar de grande envergadura tem dado resultados muito positivos que têm merecido reconhecimento internacional do esforço desenvolvido pelo Executivo angolano.

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