Executivo quer revitalizar Polo industrial do Tomboco

Executivo quer revitalizar Polo industrial do Tomboco

O Executivo angolano está a estudar mecanismos de angariar financiamento para revitalizar o Parque Industrial do município do Tomboco, província do Zaire, que se encontra paralisado desde Março de 2020

Para o efeito, uma equipa multissectorial dos Ministérios da Indústria e Comércio, Economia e Planeamento esteve na Sexta-feira e Sábado a trabalhar na província do Zaire para auscultar os produtores e o governo local, visando redefinir políticas adequadas para a redinamização do aludido polo industrial.

Inaugurado em 2017, a unidade industrial conta com uma moageira para o processamento de ração animal e três de pequena dimensão para a transformação de até 10 toneladas de fuba de bombo e milho, em oito horas.

Em declarações à imprensa, o director-geral do Instituto de De Inaugurado em 2017, a unidade industrial conta com uma moageira para o processamento de ração animal e três de pequena dimensão para a transformação de até 10 toneladas de fuba de bombo e milho, em oito horas.

Em declarações à imprensa, o director-geral do Instituto de Desenvolvimento Industrial de Angola (IDIA), Dário Camati Gaspar, apontou, entre outros factores da paralisação do empreendimento, a falta de produção suficiente de matéria-prima, bem como a situação financeira do país aliada à pandemia da Covid-19.

Para a redinamização do processo é necessário a adequação do equipamento disponível à produção dominante, a substituição do processo de alimentação eléctrica de grupo gerador para um posto de transformação (PT) da rede pública, assim como a articulação da intervenção da população camponesa do Tomboco na disponibilização da matéria-prima e a avaliação dos custos de produção.

Falhas na concepção

Por sua vez, o secretário de Estado para o Comércio, Amadeu Leitão Nunes, explicou que a deslocação da equipa multissectorial ao local visou auscultar os agentes das cooperativas agrícolas para a revitalização do Parque Industrial Rural desta circunscrição.

O responsável admitiu que na concepção inicial do projecto houve algumas falhas ao conceber um modelo único para todo o território nacional, sem ter em conta as especificidades de cada região do país. Sublinhou que, com a identificação do problema, a solução passa pela criação de condições para que haja uma unidade de transformação dos produtos mais produzidos localmente, como os citrinos e a mandioca.

Para o actual gestor do parque, Nguezeyedio Ricardo, os cinco meses do funcionamento do empreendimento (Outubro de 2019 a Março de 2020), a unidade fabril, com uma capacidade instalada para transformar 10 toneladas de mandioca e milho em oito horas, apenas produzia 400 quilogramas por dia, por falta de matéria-prima.

Fez saber que um saco de 25 quilogramas de fuba de bombo estava a ser comercializado, na altura, no mercado de Luanda, a 200 Kwanzas, valor que considerou irrisório atendendo os custos.

Durante a sua estada na província, a delegação integrada ainda pelo secretário da Indústria, Mário João Caetano, pela directora Nacional do Comércio Interno, Edna Capalo, e responsáveis dos Bancos de Desenvolvimento de Angola (BDA) e da Caixa Geral (BCGA) reuniu com os membros do governo provincial e os empresários locais.

O Parque Industrial do Tomboco, construído na aldeia do Wene, a 12 quilómetros da sede municipal, visa garantir a promoção industrial local, de modo a assegurar a transformação primária dos produtos agrícolas, o escoamento do excedente e dinamizar o aumento das áreas de cultivo.

A promoção da introdução de novas técnicas, melhorar o rendimento do campo e, por conseguinte, gerar maior qualidade de vida aos cidadãos, através de actividades empreendedoras, a diversificação da economia e combate a pobreza constam entre os propósitos.