É de hoje…Pelos mais novos

É de hoje…Pelos mais novos

Mais uma fase derradeira do estado de calamidade pública termina hoje. O Executivo deverá anunciar, talvez esta Terça-feira, novas medidas para que a população possa enfrentar a batalha contra a Covid-19.

Neste momento, tendo em conta os últimos dados que têm sido fornecidos, sobretudo pelo já célebre Dr. Franco Mufinda, o secretário de Estado para a Saúde Pública, há uma redução drástica dos casos.

Há vários dias que as cifras se situam unicamente nos dois dígitos. Não se podem descartar as acções desenvolvidas pelo Executivo, nem tão pouco o que alguns dos populares têm feito para que isso aconteça. Do outro lado, uma maioria está nem aí para com a pandemia, passeando-se sem máscaras ou até nem higienizando as mãos.

A maior preocupação prende-se com as crianças que, a partir de amanhã, 10 de Fevereiro, devem retomar as aulas. Compreende-se que os mais novos também merecem a sua parte, mas, a julgar pelas condições observadas nas escolas dos mais crescidinhos, será preciso alguma cautela neste regresso devido às especificidades destes alunos que exigem cuidados especiais.

Quando se decidiu pelo retorno dos estudantes das instituições do ensino superior e do segundo ciclo, promessas várias foram feitas de que possuiriam pelo menos o mínimo. Mas, vários meses depois, a prática mostrou-nos que as condições estão distantes do que era almejado.

Há escolas com enormes deficiências no fornecimento de água, auxiliares de limpeza e outros técnicos que poderiam ajudar na criação de condições.

Ainda assim, muitos pais submeteram os seus filhos a tais condições, muitos dos quais acabaram por entregar a sorte destes às mãos de Deus.

Com os mais novos, crianças, muitas das quais incapazes de distinguir o certo do errado, o bom do mau, há que se buscar outras formas. No privado, é provável que se consigam condições para o efeito. Nas escolas públicas, não se acredita que venham a reunir. Por isso, aguarda-se a todo o momento que a ministra, por exemplo, faça o balanço do passado e apresente o que se fez sobretudo para o bem dos mais novos.

Não adianta ir às cegas…