FAS prevê construir projectos de água na região Sul do país

FAS prevê construir projectos de água na região Sul do país

As províncias beneficiadas serão Huíla, Cunene, Cuando Cubango e Namibe. Ainda nestas localidades, o Fundo de Apoio Social (FAS) prevê também apoiar 70 projectos sociais, nomeadamente a construção de postos de saúde, escolas e centros de acção social integrados, de modo a melhorar o acesso a estes serviços nos municípios

Para alcançar o preconizado, Teresa Quivienguele, directora-geral adjunta do FAS, afirma que é necessário capacitar os técnicos da sua instituição de forma a terem domínio das técnicas e metodologias a serem implementadas no programa Kwenda. A directora-geral adjunta falava ontem, em Luanda, à margem da abertura do segundo ciclo de formação dirigida aos quadros do FAS.

O segundo ciclo acontece na capital do país, com os quadros das províncias do Cuanza-Sul, Benguela, Zaire, Cabinda e Luanda. O FAS está a analisar em que conjuntura o trabalho desenvolvido pela instituição está a decorrer e procura estar sintonizado nas mais variadas vertentes.

Os quadros estão a ser capacitados não apenas para estarem munidos de ferramentas, mas também para descentralizar os serviços e desenvolverem trabalhos com qualidade, pelo que todos os quadros estão a participar na formação.

A nível do país serão formados 90 técnicos, sendo que 30 já recebem a formação e igual número serão formados no final do mês em curso, quando os outros 30 já receberam na província do Huambo.

Teresa Quivienguele lembrou que a sua instituição tem a missão de fazer as acções acontecerem junto das famílias e aproximar os serviços dos cidadãos. Além de capacitar os técnicos, a formação vai garantir que os mesmos tenham sensibilidade humana.

O FAS prevê construir projectos de água nas províncias da Huíla, Cunene, Cuando Cubango e Namibe. Ainda nestas localidades, o Fundo de Apoio Social (FAS) prevê também apoiar 70 projectos sociais, nomeadamente a construção de postos de saúde, escolas e centros de acção social integrados, de modo a melhorar o acesso a estes serviços nos municípios.

Entretanto, a equipa do FAS está a implementar um programa nacional de estágios universitários, a nível das comunidades, numa parceria com várias instituições de ensino superior públicas e privadas, com o intuito de aproximar mais as academias das realidades sociais na comunidade. Para tal, nesta primeira fase, serão acolhidos 100 estudantes universitários.

Ainda este ano, o FAS prevê proceder ao pagamento de mais de 300 mil agregados familiares cadastrados em 2020 e continuar a incluir famílias beneficiárias até 400 mil.

Onde não há formação mora o fracassoPor seu turno, o secretário de Estado para a Administração Local, Márcio Daniel, explicou que, por mais bem elaboradas que sejam as políticas, por melhor estruturados que sejam os programas, por muito bem definidos que sejam os projectos, se não existirem recursos humanos tecnicamente bem preparados e suficientemente motivados, o indicador que se pode ver a evoluir é o fracasso. “Louvo a iniciativa e visão estratégica da direcção do FAS, pela realização desta sessão de formação dirigida aos seus funcionários”, assegurou.

Márcio Daniel lembrou que apenas com recursos humanos bem preparados será possível a instituição continuar a dar respostas positivas aos vários programas que, progressivamente, lhe têm sido confiados, destacando o programa de Fortalecimento da Protecção Social (Kwenda), Programa de Desenvolvimento Local, a actividade dos agentes de desenvolvimento comunitário e sanitário (ADECOS), entre outros.