Redução de dióxido de carbono domina encontro entre países africanos produtores de petróleo

Redução de dióxido de carbono domina encontro entre países africanos produtores de petróleo

Os principais produtores de petróleo do continente vão elaborar um estudo sobre o futuro da indústria petrolífera africana. Segundo o especialista em petróleo, Estevão Pedro, este encontro é importante pois está em causa o futuro destes países produtores menos desenvolvidos

Os ministros dos países membros da Associação dos Produtores Africanos de Petróleo (APPA) reúnem- se hoje para discutir o futuro da indústria petrolífera do continente, com a redução da emissão de dióxido de carbono em cima da mesa.

A indústria petrolífera é das maiores poluidoras do meio ambiente e os responsáveis da pasta de petróleo do continente pretendem traçar ideias para redução da emissão de dióxido de carbono.

Para o efeito, os ministros desta organização vão elaborar um estudo sobre o futuro da indústria petrolífera africana que, também, pretende analisar os efeitos nefastos causados pela pandemia da Covid-19.

Cinco países estão na linha da frente deste projecto, nomeadamente Angola, Argélia, Nigéria, Guiné Equatorial e Egipto. Ontem, o conselho Executivo destes países esteve reunido para preparar as propostas que serão submetidas hoje à mesa da discussão.

Caso as propostas sejam aprovadas, os responsáveis ministeriais darão orientações sobre questões ligadas ao financiamento do estudo e outras envolvidas neste âmbito.

Para além dos cinco países acima citados, participam da reunião dos ministros outros 10 países que conformam os 15 integrantes.

Para o especialista em petróleo, Estevão pedro, no âmbito da transição energética, é necessário criar desafios para fazer com que a indústria petrolífera enfrente desafios que não comprometam o seu desempenho futuro com a descarbonização.

Estevão Pedro levanta questões sobre a qual poderá ser o futuro dos países produtores de petróleos, com realce sobre se haverá alguma restrição com políticas de imposição dos países desenvolvidos sobre os menos desenvolvidos produtores de petróleo.

“Pode haver imposição de taxas e tecnologias que os países membros menos desenvolvido não têm. É necessário que os países africanos façam esse estudo para prevenir consequências futuras drásticas”, refere o especialista.

Angola é membro da Associação de países africanos produtores de petróleo, cuja sede está em Brazaville, República do Congo.

Criada em 1987, em Lagos, a APPA detém praticamente todas as reservas e a produção continentais de gás e petróleo.

A APPA conta com 15 países membros, designadamente Angola, África do Sul, Argélia, Benin, Camarões, Congo, República Democrática do Congo, Côte d`Ivoire, Egipto, Gabão, Guiné Equatorial, Líbia, Nigéria, Tchad e Sudão do Sul.