Renovação na presidência da câmara bilateral Angola-China com candidato único

Renovação na presidência da câmara bilateral Angola-China com candidato único

Um dos actuais vice-presidentes da Câmara de Comércio Angola – China pode tornar-se no próximo líder da instituição em substituição de Arnaldo Calado, que está de saída cinco anos depois da institucionalização da agremiação

Luís Cupenala torna-se candidato único ao pleito eleitoral marcado para 20 de Fevereiro de 2021, depois da não apuração de outros candidatos que, segundo fontes, apelando o anonimato, disseram não reunirem os pré-requisitos para a validação das suas participações na contenda.

O próximo presidente de uma das câmaras pioneiras do movimento que trouxe à luz a proliferação destas instituições bilaterais em Angola funda os seus argumentos de razão no exemplo do gigante asiático que ainda há pouco mais de 25 anos era um país em desenvolvimento, mas conseguiu “operar o milagre” e posicionar-se agora como uma das duas economias mais desenvolvidas do planeta. “Angola tem muito a aprender e o que trazemos de novo para a câmara é permitir que ela possa servir de plataforma de troca de experiências e ‘beber’ tudo aquilo que os chineses sabem no capítulo económico”, frisou o candidato.

Aprofundar o diálogo com o empresariado chinês que já se encontra no país e atrair aqueles que podem ser convidados para virem ao nosso território e, num amplo quadro de cooperação, contribuir para as necessárias reformas económicas em Angola, nomeadamente a industrialização do país, são outras metas elencadas pelo candidato no seu programa de acção.

“O nosso trabalho vai ser apoiar os departamentos do Governo, o empresariado chinês, principalmente aquele que aposta no investimento para Angola e que olha para este país como a sua segunda pátria e contribuir, de certa forma, para a diversificação da economia”, disse.

Cupenala tem consciente de estar a substituir um presidente que ele mesmo considera como “bastante conhecido no mercado de Angola como homem sábio e inteligente, não obstante a humildade que lhe é característica” no seu fazer e que fica com mérito de ter sido o desbravador do terreno e construtor da fundação da câmara que agora “tem pernas para andar”.

Entretanto, promete aproveitar melhor a experiência vivida com ele, enquanto um dos vice-presidentes para procurar fazer melhor. “Isso vai permitir-nos fazer o nosso melhor para que na continuidade da liderança e dos projectos alicerçados continuemos a aprimorar aquilo que já foi iniciado e, de certa forma, sermos mais interventivos e inovadores numa nova abordagem na relação entre Angola e China”, assegurou Luis Cupenala.

Processo eleitoral até a posse

A apresentação de candidaturas para concorrer ao cadeirão da Câmara de Comércio Angola-China encerrou no passado dia 30 de Janeiro e os candidatos foram notificado a 5 de Fevereiro da apuração feita pela Comissão Eleitoral com direito a recurso por um período de 48 horas.

Findo o primeiro prazo de escrutínio, as listas vão ser tornadas públicas dentro de 3 dias (11 de Fevereiro). O arranque da campanha está previsto para o dia 12 e decorre até à ultima hora do dia 19, enquanto o acto eleitoral propriamente dito está aprazado para 20 de Fevereiro de 2021.

No primeiro dia de Março, caso não aconteça nenhum percalço nas etapas antecedentes, o novo presidente da câmara tomará a posse. Fontes da comissão eleitoral garantiram a OPAÍS que o processo está a ser conduzido dentro da lisura recomendada e nos marcos da lei.