Lausar admite cobrança na candidatura às 300 vagas de emprego e garante transparência no processo

Lausar admite cobrança na candidatura às 300 vagas de emprego e garante transparência no processo

Desde que a empresa Lausar anunciou a abertura das candidaturas para os 300 postos de emprego directo, no início deste mês, no âmbito da construção do condomínio “Nobreza Residence”, em Luanda, as redes sociais começaram a ser inundadas com desconfianças de burla, fruto da cobrança de 5 mil Kwanzas para a formalização da candidatura

Durante uma entrevista concedida ao jornal OPAÍS, a construtora confirmou as informações sobre o valor da cobrança e justificou o acto com a necessidade de cobertura dos custos que envolvem todo o processo, até à aprovação das candidaturas. O representante da empreiteira garantiu não se tratar de burla, mas um método necessário para que os candidatos comparticipassem nos custos do trabalho, no qual promete empenho afincado da empresa, para alcançar o êxito.

Teles Faustino lembrou que o anúncio da abertura das candidaturas foi acompanhado dos contactos da instituição, por meio dos quais os interessados foram informados sobre os requisitos para concorrer a uma das vagas. “Temos uma série de insumos para garantir a melhor segurança e organização do material entregue pelos concorrentes, e outros que poderão receber, e é em função desta necessidade que definimos a taxa de 5 mil Kwanzas. Portanto, não deixamos de informar o que seria necessário para se candidatar”, assegurou.

Desclassificando as suposições de burla, o entrevistado disse que, quando estavam a ser entregues os documentos, na sede da empresa, em Talatona, os candidatos tinham acesso à área comercial, onde podiam apurar as informações e obter mais detalhes sobre o processo.

O engenheiro adiantou que receberam acima de 350 candidaturas, para os 300 empregos directos previstos, e, neste período, estão em fase de selecção as que preenchem as qualificações solicitadas, cujos proprietários serão submetidos à testes para aferir a habilidade apresentada. Em relação à remuneração para os que forem contratados, afiançou, sem detalhar os valores, que a empresa pagará salários que vão possibilitar os funcionários a garantir a sua sustentabilidade, tendo em conta a realidade do custo de vida actual no país. “Vamos garantir o essencial que o funcionário precisa para assegurar a satisfação das suas necessidades mensais”, rematou.

A Lausar é uma empresa angolana voltada ao sector da construção civil. Com mais de 100 projectos erguidos em obras públicas na província do Uíge, onde era parceira do Governo local, decidiu estender, também, os seus projectos para as demais regiões do país, a começar por Luanda, onde vai construir o condomínio privado “Nobreza Residence”, no distrito urbano da Cidade Universitária, município de Talatona.

O projecto, que no próximo mês arranca com os trabalhos preliminares, é voltado para os jovens e terá um total de 365 moradias, numa área de 12 hectares, com direito de superfície. 245 serão vivendas, com tipologias V3, V4 e V5, e 120 serão apartamentos T3 e T4.

Para adquirir uma das casas acima referidas, com o prazo de entrega estipulada para seis meses após a adesão, os interessados deverão desembolsar um valor mínimo de 20 milhões de Kwanzas, que podem ser pagos em prestações ou renda resolúvel, esta última modalidade apenas para as vivendas.

Embora os preços dos materiais de construção estejam altos e em constante oscilação, Teles Faustino garantiu que a situação já foi acautelada pelo fornecedor da Lausar, que, para esta empreitada, tem as condições criadas para atender a demanda dos trabalhos. Contudo, espera que as circunstâncias do mercado não obriguem a imersão num cenário diferente do projectado.

Dumilde Fuxi