“Plano Nacional de Reorganização do Carnaval” nas pretensões do MCTA

“Plano Nacional de Reorganização do Carnaval” nas pretensões do MCTA

Além de resgatar a mística do Carnaval, a iniciativa visa ainda dar solução aos grandes problemas estruturais que preocupam os grupos, fundamentalmente às questões relacionadas com os apoios e patrocínios, de modo a mitigar situações financeiras por que passam os grupos

O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente (MCTA), Jomo Fortunato, garantiu, na Terça-feira, 16, que esta entidade pretende criar um “plano de reorganização do Carnaval” a nível nacional, que possa engajar as delegações provinciais, assim como as empresas interessadas.

O dirigente, que falava à margem da “Live” de exibição dos grupos da Classe A do Carnaval em Luanda, sem avançar datas, referiu que, a presente iniciativa tem como objectivo solucionar os grandes problemas estruturais que muito tem apoquentado os vários grupos carnavalescos, no que toca aos apoios e patrocínios.

Com o referido plano, Jomo Fortunato avançou ainda que se deseja recuperar a tradição do Carnaval Nacional, entre os adereços, costureiros, assim como as características próprias da tradição do Entrudo.

Exibição de percussão ao vivo

Jomo Fortunato almeja ainda encontrar mecanismos para que, nas próximos edições do Entrudo, seja possível a exibição da percussão acústica ao vivo, tal como aconteceu na presente edição do Carnaval Live, realizado nos dias 14 e 16 no Centro de Produção da Televisão Pública de Angola.

“Temos de encontrar um mecanismo para que o Entrudo seja natural, para que tenha uma sonoridade própria. Enquanto estiver aqui, vamos tentar evitar o playback, mas temos de encontrar instrumentos, o que também pode ser questões financeiras”, observou.

Questionado sobre a realização da próxima edição do Carnaval, no próximo ano, no espaço habitual, na Marginal de Luanda, com a presença do público, realçou que numa situação pós- Covid-19, haverá outra configuração.

“Não vou fazer aqui ‘futurismo’. Nem sei o que vai acontecer… todos nós, o mundo inteiro, temos estado a torcer para que o Coronavírus desapareça”, enfatizou o académico agora nas vestes políticas no pelouro que trata da coabitação entre a Cultura, Turismo e o Ambiente.

1.º Carnaval Live

Quanto à realização do Entrudo, o ministro realçou que, de certa forma, permitiu aos grupos potenciarem- se e terem dinamismo e mobilidade numa altura de confinamento, uma vez que a dança exige exercícios.

“Não pretendia que a data passasse em branco. Então, fui até às últimas consequências e vimos os resultados da realização do Carnaval Live, do ponto de vista técnico, visual para a televisão, e do ponto de vista do melhoramento da apresentação dos próprios adereços também”, sublinhou.

Sem avançar o orçamento do evento, disse que, em termos de investimentos, “não se gastou nem metade do dinheiro que se gasta no carnaval normal, e teria de ser mesmo assim, porque os grupos foram reduzidos e os recursos de igual modo, obviamente”, esclareceu o ministro.

Realçou, igualmente, que esta edição foi apenas simbólica, dada a pretensão de que a efeméride não passasse em branco. Por essa razão, foi motivado a realizar a presente edição, contando com a colaboração de Santocas, Manuel Sebastião, António Oliveira “Delon”, fi guras tidas como os cérebros desta arte dançante na capital do país.

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