EUA aplica, anualmente, mais de USD 200 mil em programas educacionais em Angola

EUA aplica, anualmente, mais de USD 200 mil em programas educacionais em Angola

A secretária adjunta para a Imprensa, Cultura e Educação da Embaixada dos Estados Unidos da América em Angola, Leshawna Johnson, afirmou, ontem, em Luanda, que o seu governo financia anualmente programas educacionais com mais de USD 200 mil.

A diplomata fez esta revelação no acto de lançamento do programa de bolsas de estudo Fulbright para estudantes estrangeiros destinado ao ano académico 2022/2023.

Leshawna Johnson explicou que o valor estipulado para cada bolseiro varia de Estado para Estado, porém, cobre todas as despesas tais como bilhete de ida e volta, hospedagem, alimentação, propinas para livros, seguro de saúde do bolseiro.

As candidaturas decorrerão até ao dia 16 de Abril, sendo que os interessados devem submeter as suas candidaturas somente online e em inglês por e-mail. O programa destina-se àqueles que pretendem fazer o mestrado nos Estados Unidos, em diversas áreas de estudo, excepto a prática de medicina e teologia.

Para habilitar-se a uma das bolsas, com dois anos de duração, os candidatos devem ser nacionais e residentes em Angola, falar e escrever fluentemente a língua inglesa e ter a licenciatura concluída com diploma.

Anualmente a embaixada tem de 3 a 4 bolsas disponíveis e são escolhidos somente os candidatos que apresentam um perfil brilhante de acordo com os requisitos exigidos. Desde 1998 já participaram no programa Fulbright 54 angolanos, sendo que no ano em curso foram seleccionados dois estudantes um para Universidade Internacional da Florida, em Miami, e outro para a Universidade Central da Florida, Orlando. Actualmente, há quatro angolanos Fulbright ’s nos Estados Unidos a fazer o mestrado.

Leshawna Johnson explicou que o programa visa contribuir para o entendimento mútuo entre os Estados Unidos da América e Angola através do intercâmbio de conhecimentos e competências.

“Nós queremos ver cada vez mais angolanos brilhantes a serem bem-sucedidos em universidades americanas, aprofundando os laços entre as nações”, frisou. Explicou que apesar da pandemia da Covid-19 o programa vai manter o formato presencial.

“Existem cuidados a serem tomados, mas assim como estudantes americanos, os angolanos terão acesso a todo o apoio para participarem no programa presencialmente ou num formato híbrido”.

Segundo a diplomata norte-americana, ainda este ano os seleccionados de 2020 chegaram em segurança aos Estados Unidos e já iniciaram os seus estudos.