Livro sobre Jonas Savimbi é lançado hoje em Luanda

O livro, intitulado “Na escola de Jonas Savimbi/ por uma Angola melhor”, será lançado hoje, em Luanda.

O autor, Virgílio Samakuva, falando ontem, ao OPAÍS, disse trata-se de uma autobiografi a, com aspectos ocorridos maioritariamente durante os anos da resistência contra a ocupação russa e cubana do país e a luta pela conquista de um Estado pluripartidário e estabelecimento da democracia em Angola.

Na obra, o escritor refere também que Jonas Savimbi é o centro da epopeia de resistência para a dignidade dos angolanos, alegando que foi um herói.

“Heróis, para mim, são todos os caídos ao longo de todos esses anos nas matas, nas aldeias, nas cidades e nos hospitais desorganizados da República Popular. Poderá encontrar no livro capítulos em que presto essa homenagem e falo de tudo um pouco”, frisou.

Questionado sobre os motivos que o levaram a escrever um livro que “heroiciza” a fi gura de Jonas Savimbi, tendo em conta os alegados ataques sangrentos ou massacres associados ao seu nome, de que tanto se fala, Virgílio Samakuva respondeu que, “uma guerra é uma guerra. Uma guerra nunca foi um festim com bombons na ementa e Savimbi cantou nisso durante muito tempo. Em todos os comícios no conturbado período de 74/75, Savimbi foi pregando a paz. Foi gritando que se devia fazer tudo para se evitar uma guerra em Angola, fosse qual fossem as diferenças”. Avançou que, nesse período, as pessoas começaram a dizer que Savimbi era a pombinha da paz e um grande cobarde, mas aponta que nessa altura o MPLA já andava à caça dos irmãos da FNLA em Luanda e noutros sítios, e em provocações contra a UNITA.

Afirma que houve tanta paciência por parte da UNITA que se manteve à margem dessas provocações, paciência essa que só terminou no princípio de Agosto de 1975, quando o MPLA quis atacar o avião pessoal de Jonas Savimbi no aeroporto do Cuito. Conta que foi nesse dia que a UNITA entrou no conflito que até aí tinha como protagonistas só o MPLA e a FNLA.