Bando Teatral Justiça e Arte exibe“E se os homens fossem assim” em Março

Bando Teatral Justiça e Arte exibe“E se os homens fossem assim” em Março

A peça estreiada em 2019 é uma dramatização sem o envolvimento da fala, baseado, simplesmente, na linguagem corporal e será apresentada no Auditório Horizonte Njinga Mbande

Depois de se ver impedido de apresentar a peça de teatro “E se os homens fossem assim”, no dia dos namorados, 14, o Bando Teatral Justiça e Arte aprimora a encenação do trinólogo romântico, sem fala, a ser exibida na primeira quinzena de Março, no auditório Horizonte Njinga Mbande.

A peça foi estreiada em 2019, no Auditório Camões do Centro Cultural Português e no horizonte, será pela segunda vez apresentada. A mesma que conta com a participação de três actores, traz uma forma diferente da representação do quotidiano das pessoas.

O director e encenador da peça, Alberto Sanzala, disse tratar-se de uma obra contemporânea, onde conta-se a história de um jovem de nome Ron, que tem problemas de ansiedade e é loucamente apaixonado por uma menina, Liliana, e tentam de tudo para terem uma noite amorosa. Mas, em função de algumas situações do próprio Ron, impede que isto acontece. Por sua vez, o escritor e protagonista da obra, Alexandre Alexandre, sustenta que a peça é um trinólogo, (o termo, em teatro, se refere a uma peça encenada por três actores), sendo que há uma figurante que dá vida à história.

“Pode-se dizer que é uma peça única, que se baseia simplesmente na linguagem corporal. A comunicação é feita a partir de gestos, ou seja, é baseada estritamente na comunicação corporal”, disse.

Exibição adiada

Alberto Sanzala explicou que, por se tratar de uma peça que remete ao romantismo, a intenção era de ser exibida no dia de São Valentim. “Por ser uma peça que desenrola a história amorosa de dois jovens, a pretensão era que fosse para o dia 14 de Fevereiro, dia dos apaixonados, mas, por conta de questões técnicas, passou para a primeira quinzena de Março. Estamos a concertar o próprio dia com a direcção do Horizonte, que está a tratar de toda a produção”, afirmou o encenador.

Histórico do Bando

O Bando Teatral Justiça e Paz foi fundado em 2002, no início com o nome de Grupo Teatral Quissunje, pela Comissão de Justiça e Paz da Paróquia Santo André. No ano 2005, mudou a denominação para Kilokota e Ana Ngunzu, mais tarde, no mesmo ano, passou a Grupo Teatral Justiça e Arte e, em 2008, para Colectivo Artístico Justiça e Arte e, de 2010 à presente data, passou a responder pelo nome de Bando Teatral Justiça e Arte. Desde a sua fundação, o grupo se dedica ao teatro, música, fotografia, dança moderna e literatura, sendo que, nas artes cénicas, já se apresentou nas principais salas do país, incluindo em 2020, na Assembleia Nacional.

Valdimiro Graciano