É de hoje…Contas para esperar

É de hoje…Contas para esperar

É possível que ainda exista algo longe daquilo que sempre quiséssemos que existisse nas contas deste país que temos à frente. Não tem sido fácil perceber, nem tão difícil dar um passo longe do que sempre tivemos, sobretudo agora em que há caminhos para serem trilhados.

Há uma percepção de que se foi desenhando um outro caminho a trilhar, longe daquilo que existe para que possamos avançar. Mesmo que, ainda, permaneça algo que faça trilhar em sentido contrário, há quem foque com toda a certeza naquilo que é difícil tentar encarar.

Falta peixe ou carne. Café ou açúçar. Leite ou chá. Longe disso, há sempre algo por que se trilhar. Com ou sem razão, o importante é que ainda persistam pormenores de trilhas ou caminhos que nos possam indicar uma via.

Afinal, até os caminhos ínvios sempre indicaram um caminho, uma ideia. Uma razão. Talvez ainda exista uma ideia difícil, semelhantes àquelas que pretendemos levar avante, como se nada existisse.

Sempre existiu algo. Primeiro ou depois, há um caminho por fazer. Os caminhos indicam que, três anos depois, a Organização das Nações Unidas concedeu a Angola, para a efectivação da graduação da categoria de País Menos Avançado (PMA) para o de Rendimento Médio requer celeridade das autoridades angolanas na preparação das condições técnicas para viabilizar a promoção em Fevereiro de 2024.

Mesmo que haja um pensamento contrário, durante os próximos três anos, o Executivo angolano deverá trabalhar com o sistema das Nações Unidas e seus principais parceiros comerciais e de desenvolvimento na preparação da sua Estratégia Nacional de Transição (ENT).

Neste quadro, o Departamento Económico e Social da ONU preparará a avaliação prévia do impacto da graduação, enquanto a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento ocupar-se-á do Perfil de Vulnerabilidade do país.

A ENT tem por objectivo facilitar a elaboração de estratégias de transição e identificar medidas e acções com vista à realização da visão de transformação de Angola num país social e economicamente viável, bem como estudar formas para evitar reduções bruscas da assistência técnica e das vantagens relativas ao estatuto dos PMA.

A avaliação prévia do impacto da graduação vai examinar os potenciais impactos da graduação resultantes das possíveis alterações nas medidas internacionais de apoio aos PMA, incluindo o acesso preferencial aos mercados de exportação e o aumento das contribuições nos organismos multilaterais. Será que estes indicadores são falsos? É o que falta saber, até dos mais insuspeitos.