Editorial: Vandalismo

Editorial: Vandalismo

Quando o Serviço de Investigação Criminal (SIC) apresentou os contentores apreendidos no Porto de Luanda com material ferroso, muitos dos quais provenientes das práticas de vandalismo que o país vai assistindo, estávamos conscientes de que não se tratava do fim de um problema maior que hoje ocorre em muitos locais.

É regular ouvir dos populares reclamações sobre serviços em falta em todo o país, na mesma dimensão em que os próprios reclamantes delapidam o que existe e retiram a possibilidade de se desenvolver determinados serviços que utilizam no dia-a-dia.

Nos últimos tempos, os caminhos-de-ferro têm sido os mais visados, com o roubo de material de toda a índole. Em Luanda, houve casos de cidadãos que retiravam os parafusos e outros equipamentos durante meses, o que poderia criar um autêntico desastre nas locomotivas que diariamente circulam entre a periferia, a cidade e algumas províncias.

Agora, aumentam cada vez mais os casos de apreensão de materiais surripiados no Cuanza-Norte. Esta acção, curiosamente, é feita por alguns dos indivíduos que durante o dia aparecem a reivindicar a falta de comboios para o escoamento de produtos.