Jovem morta pelo namorado por causa de uma galinha

Jovem morta pelo namorado por causa de uma galinha

O Serviço de Investigação Criminal(SIC) de Benguela procedeu, na noite de Domingo, 21, a detenção do cidadão Vieira Chivinda, de 38 anos de idade, acusado de ter matado a namorada, por esta, supostamente tentar roubar uma galinha. O cidadão, depois de cometer o homicídio, enterrou o cadáver no quintal da casa do seu patrão, onde presta serviço de agente de protecção física (guarda)

O SIC, que fez nesta Segunda-feira, 22, a reconstituição do crime, ocorrido no bairro do Uchi, zona B do município sede e até aqui ainda não conseguiu identificar a vítima, por esta não dispor de nenhum documento de identificação pessoal, acreditando, porém, que venha a haver mais dados depois de o presumível autor ser interrogado por um magistrado do Ministério Público.

O crime, entretanto, sensibilizou muitos cidadãos, a ponto de apelarem para a necessidade de que se faça justiça. “Já tivemos um caso semelhante no dia 25 de Dezembro aqui no bairro.

As igrejas têm de trabalhar na sensibilização do povo, porque a violência não é a solução”, lamentou uma moradora do bairro aos microfones da Rádio Mais Benguela. Rezam os factos que o suspeito conheceu a vítima há sensivelmente 14 dias. Durante este período, como um casal de namorados, foram mantendo vários encontros.

Por volta das 15 horas de Domingo, à semelhança de outros dias, a vítima decidiu visitar o seu namorado no local de trabalho, onde, após uma relação amorosa, teria solicitado ao acusado alguns valores monetários. Por este, na altura, não possuir os valores de que a amada necessitava, a jovem decidiu, então, que a solução passaria por levar uma galinha, facto contestado pelo namorado, por ser do patrão, uma vez que a ele cabia apenas proteger os bens à sua guarda.

“Daí gerou contendas entre ambos, tendo o suspeito desferido (com ferro e pau) golpes na região da nuca da vítima, que resultou na morte imediata da mesma”, explicou a OPAÍS o porta-voz do SIC, Victorino Cotingo.

De acordo com o também director de comunicação institucional do SIC, o suspeito, para se livrar do corpo, decidiu escondê-lo no quintal do patrão.

Perturbado com que tinha acabado de fazer, o presumível infractor partilhou o facto com uma pessoa amiga. Esta, dada à barbaridade que lhe tinha sido reportada, achou por bem participar o caso aos órgãos de justiça, que, “em diligências subsequentes, procederam (agentes da polícia) à detenção do mesmo”, concluiu.

O suspeito explicou que se defendeu dos golpes que a namorada desferiu contra si, logo após tê-la desaconselhado a levar a galinha. “Assim que me fechou dois socos, eu peguei um ferro que lhe dei com ele na nuca, três vezes, e ela caiu no chão, e morreu. Depois lhe puxei lá em baixo, onde lhe enterrei sozinho. Então, foi assim”, explicou, confirmando que eram, de facto, namorados e que se conheceram mesmo lá no bairro onde trabalha. A vítima ainda não foi identificada, por não se fazer acompanhar de qualquer documento, à data dos factos, e o namorado não conhece a família da vítima. O corpo foi levado à morgue, pelo que a Polícia espera, com a publicação deste facto, que algum familiar venha a dar pela ausência de seu ente.

Constantino Eduardo, em Benguela