APN trabalha para anular derrota de 2017

APN trabalha para anular derrota de 2017

A Aliança Patriótica Nacional(APN) está a trabalhar para corrigir os erros cometidos nas eleições gerais de 2017, que inviabilizaram a escolha de um único deputado à Assembleia Nacional

A informação foi prestada à imprensa pelo novo secretário- geral adjunto desta única força extra-parlamentar, Armindo Luís, momentos depois de ter tomado posse, que lhe foi conferido pelo presidente do partido, Quintino Moreira.

Com vista a ultrapassar o desaire de 2017, disse que a APN já está a trabalhar para que, nas próximas eleições gerais, em 2022 consiga obter deputados, pelo que vai redobrar o processo de recrutamento e mobilização de mais membros para o partido.

Armindo Luís disse que a Aliança Patriótica Nacional augura governar Angola, e para conseguir este propósito vai continuar a trabalhar até que um dia se torne Governo, embora reconheça ser uma tarefa que se afigura difícil.

O objectivo de governar o país é o de devolver a dignidade ao povo que, segundo o jovem político, clama por melhores condições de vida, alegando que as actuais não dão dignidade aos cidadãos.

Armindo Luís, antigo jornalista da Televisão Pública de Angola(TPA), disse ainda que, apesar de reconhecer a larga experiência no exercício de governação do actual partido no poder, o MPLA não teme que o venha derrotar em 2022, sustentando que o seu partido confia no trabalho que vem realizando depois das eleições de 2017.

Ganhar deputados em Luanda

Ana Patrícia da Gama, que tomou posse como nova secretária da APN da província de Luanda, garantiu à imprensa que vai trabalhar para que o partido consiga, nesta que é a primeira praça eleitoral, obter bons resultados eleitorais, começando pelas autarquias. Ana Patrícia, que substitui no cargo Edilson Francisco que, cumulativamente, exercia também a função de vice-presidente da APN, reconhece os desafios da concorrência, mas diz nada a temer, sustentando que conhece a casa(província).

“Luanda tem vantagem, uma vez que os problemas estão identificados, começando pelo saneamento básico”, que considerou como sendo um dos grandes males sociais que Luanda enfrenta nos últimos tempos.

Mudança na governação

Por seu turno, o presidente da APN, Quintino Moreira, apelou aos novos responsáveis a levarem a mensagem da mudança até às partes mais recônditas do país.

O político acredita que, em 2022, altura em que o país realizará as eleições gerais, o seu partido poderá surpreender pela positiva, realçando que o país necessita de uma nova governação.

Além de Armindo Luís e Ana Patrícia Gama, foi também empossado Daniel Custódio da Silva para o cargo de secretário para a Organização e Quadros.