Cerca de 40 técnicos recebem conhecimento sobre o RAPP

Cerca de 40 técnicos recebem conhecimento sobre o RAPP

Até Março de 2021, mais de 40 técnicos de diferentes regiões vão receber formação sobre Explorações Familiares para darem continuidade ao Recenseamento Agro-Pecuário e Pescas (RAPP) em todo o país, que teve início no dia 31 de Outubro de 2020, na província do Bengo

O director do Gabinete da Agricultura e Pescas de Luanda, Vladimir Belo Catinda, avançou que a formação dos agentes de campo para as Explorações familiares é a última fase do RAPP e é dirigida aos candidatos recrutados e seleccionados para exercerem as funções de recenseadores.

Além disso, o responsável aclarou que a formação é dirigida aos agentes provinciais e é realizada em duas fases, sendo que cada uma terá a duração de 11 dias úteis, incluindo Sábado. O acto teve início no dia 18 de Fevereiro e vai até 02 de Março de 2021.

Numa primeira etapa, as províncias beneficiadas são as do Zaire, Bengo, Luanda, Malanje, Lunda- Norte, Lunda-Sul, Moxico, Cuanza-Sul e Benguela.

Contrariamente, a 2.ª fase será dirigida aos agentes de campo e serão privilegiadas as províncias de Cabinda, Uige, Cuanza-Norte, Huambo, Bié, Huíla, Namibe, Cuando Cubango e Cunene. A formação irá de 05 a 17 de Março de 2021.

“A formação, para cada fase, será organizada em duas etapas, com destaque para a formação dos supervisores, cartógrafos e informáticos provinciais, assim como outra formação que estará direcionada aos agentes de campo”, explicou.

Segundo o dirigente, a recolha de dados nas EF será por amostragem, isto é, serão inquiridos os representantes das explorações seleccionadas (AF produtores), em cada UPA selecionada na 1.ª etapa com base na listagem efectuada na primeira fase da recolha.

“As informações vão ser fundamentais para o processo de formulação de políticas e planificação de desenvolvimento dos sectores agrário e pesqueiro de todo o meio rural no País”, explicou.

Segundo o responsável, o principal objectivo é capacitar os supervisores, cartógrafos e informáticos provinciais e os agentes de campo para recolher dados de qualidade com eficácia, em conformidade com a metodologia elaborada. No que toca à estratégia do RAPP, o objectivo é dotar os agentes de conceitos e definições a serem usados no questionários, os participantes de habilidades no manuseio dos tablets para a realização das entrevistas e dominar as técnicas para a recolha de dados com qualidade.

Disse ainda que, na referida formação, serão ministrados conteúdos relacionados com o RAPP, objectivos e importância, os principais conceitos e definições, questionários, noções básicas do CAPI-Survey Solutions, manuais, uso de mapas, uso de GPS, medição de áreas de cultivo, entre outros.

Prática e teoria de “mãos juntas”

Após a formação, os técnicos orientados pelos formadores realizarão actividades práticas que complementam a formação. As actividades deverão permitir o aperfeiçoamento e a consolidação das habilidades na realização do trabalho de campo dos agentes, nomeadamente a realização de entrevistas para a recolha de dados e a medição de áreas de cultivo.

Participarão na prática de campo todos os candidatos que foram seleccionados para a formação dos agentes de campo. A prática de campo será feita em zonas mais rurais possíveis, nas aldeias selecionadas para o efeito junto dos AF não selecionados efectivamente para serem entrevistados no Censo. Os agentes serão organizados em equipas. Cada equipa vai contar com supervisor (1), recenseadores ( 6) e informáticos e cartógrafos darão suporte às equipas.