É de hoje…Fundo Global

É de hoje…Fundo Global

Uma vez mais, o Fundo Global disponibilizou um pacote de ajuda financeira ao país para o apoio no combate à malária, o VIH Sida e a tuberculose.

Não há como as autoridades não se congratularem com esta boa nova, divulgada pela ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, depois de um encontro de trabalho com a referida iniciativa.

São mais 30 milhões de dólares comparados com os 52 inicialmente previstos, o que fez com que a titular da Saúde transbordasse de alegria referindo que se trata de “um sinal de confiança que tem para com os angolanos na implementação dos projectos destinados à redução das doenças acima citadas” e que “esta nova subvenção vai ser diferente das outras que foram de abrangência nacional e esta subnacional”.

Desta vez, o Fundo Global vai financiar o combate às três doenças nas províncias de Benguela e do Cuanza-Sul, além do apoio com o tratamento e diagnóstico.

Nestes tempos de pandemia da Covid-19, a referida organização tem sido também parceira do próprio Executivo, tendo apoiado com materiais de laboratórios, testagem e reagentes RTPCR para alguns laboratórios.

Mas esse namoro tendia a arrefecer durante um momento, porque pessoas sem piedade, há alguns anos, malbarataram alguns milhões de dólares que haviam sido destinados pela mesma organização para o combate à malária.

O aumento das verbas, sem dúvidas, pode significar da parte do Executivo um reconhecimento quanto aos esforços feitos na aplicação de outros financiamentos. Mas, verdade seja dita, é também um sinal de que se deverá exigir uma maior parcimónia e responsabilização àqueles que estiverem à frente dos projectos que vão benefi ciar os referidos montantes.

Embora seja uma notícia alegre de se receber, sobretudo numa fase desta de crise financeira, em que cada centavo deve ser religiosamente aproveitado, há quem também se sinta alegre por achar que mais uma oportunidade se abre para perpectuarem alguns vícios do passado.

Daí que se exija vigilância, vigilância, vigilância.