O sector do agro-negócio lidera a lista de financiamentos com kz 863 milhões

O sector do agro-negócio lidera a lista de financiamentos com kz 863 milhões

O secretário de Estado para a Economia, Mário Caetano joão, disse que o sector do agro-negócio está a liderar os financiamentos, com kz 863 milhões, seguido pelo sector alimentar, com kz 236 milhões. Contudo, o sector da logística e distribuição de produtos do agro-negócio conta com o financiamento de kz 146 milhões

No briefing semanal do MEP, Mário Caetano João anunciou que foram registados 93 projectos para a aquisição do microcrédito. Deste número, 83 tiveram a aprovação desde o início de 2021. Luanda lidera com 154 operações e as outras províncias que mais se têm beneficiado do microcrédito são as do Huambo e Benguela.

Desde o início das actividades no âmbito do Prodesi, os projectos aprovados geraram cerca de 46 mil 136 postos de trabalho, sendo que só este ano já foram registadas 5036 perspectivas de emprego.

No que diz respeito às dificuldades, Mário Caetano apontou algumas insuficiências no estudo de viabilidade económica e financeira para a aprovação dos projectos, ausências de garantias reais e de identificação dos beneficiários efectivos, falta de dados contabilísticos e a situação irregular dos promotores.

Em relação ao apoio às vendas no mercado interno, foi criado o portal da produção nacional, que, actualmente, conta com 9 mil e 469 produtores registrados. Na semana passada, 405 novos produtores foram inseridos na plataforma.

10 Mil produtores nacionais até Dezembro

A principal meta passa por atingir a cifra de 10 mil produtores até Dezembro, faltando, neste momento, perto de 500 para atingir tal propósito, que se prevê que venha a acontecer no próximo mês de Março. “Entre as províncias com mais produtores registados destacam-se as da Huíla (com 1.556), Bié (1.448) e Huambo (1.444) ”, disse.

Sobre o programa da economia informal, Mário Caetano informou que, na semana transacta, 69 micro- empreendedores foram formalizados.

“Até 2022, espera-se formalizar dois mil micro-empreendedores, sendo que, no ano passado, foram formalizados 250 micro-empreendedores. Este ano, em menos de dois meses, 253 micro-empreendedores foram formalizados, perfazendo um total de 603 empreendedores que estão a beneficiar de diversos incentivos do Executivo”, garantiu o responsável, ressaltando “que, no presente ano, a intenção é formalizar 750 micro-empreendedores e igual número no próximo ano, de modo a atingir os 2 mil”.

Montantes aprovados nas microoperações

Ainda na semana finda, segundo o secretário de Estado, foram aprovados 53 milhões de kwanzas para os micro-empreendedores, lembrando que, desde o princípio do ano, se registou a aprovação de projectos na ordem dos 280 milhões de kwanzas.

O objectivo é atingir, até ao final do ano, dois mil e 800 milhões de kwanzas para totalizar a meta de dois anos do produto financeiro posto ao serviço dos micro-empreendedores, que está na ordem dos 4 mil milhões de kwanzas, no âmbito do alívio económico do Decreto 98/ 20.

O Executivo pretende lançar uma campanha de reconversão da economia informal com cinco principais eixos, nomeadamente a massificação do bilhete de identidade, criação de uma base de dados para a economia informal e o auto-registo, por exemplo.

Sociedades de microcrédito cooperam com Executivo

Sete sociedades de microcrédito e uma cooperativa têm apoiado na operacionalização do programa. O responsável reconheceu que o programa de microcrédito tem sido um motor para atrair os micro- empreendedores num leque de serviços para ajudar no curto e médio prazo a deixar de serem micro-empreendedores e passarem para empresas estruturadas.

O responsável frisou que, na semana transacta, foram registados 93 projectos para aquisição do microcrédito. Deste número, 83 tiveram a aprovação.

Destacam-se 22 em Benguela, igual número na província de Luanda, 14 na Huíla , 13 no Namibe e 12 no Huambo. Até ao momento, as províncias com mais benefícios do microcrédito são o Huambo (529), Luanda (285), Huíla (162) e Benguela (162). “Temos estado a interagir com as sociedades de microcrédito para melhorarem a sua relação com as províncias que, até à presente data, ainda não tiveram empreendedores beneficiados do microcrédito, como é o caso da Lunda-Norte, Lunda- Sul, Moxico, Cunene, Cabinda e Cuanza-Norte”, finalizou.