“Nascer Livre para Brilhar” afasta cerca de mil recém-nascidos do HIV

“Nascer Livre para Brilhar” afasta cerca de mil recém-nascidos do HIV

Cerca de mil crianças nasceram no país sem o vírus do HIV, não obstante as parturientes serem pessoas seropositivas, revelou o director da ONU-SIDA em Angola, Michel Kuaku, Terça-feira, 23, em Benguela, ao abordar sobre o programa “Nascer Livre para Brilhar”, liderado pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço

A Organização das Nações Unidas (ONU) acredita que, com o programa em causa, delineado a pensar justamente na salvaguarda da saúde de bebés de mães seropositivas, as probabilidades de transmissão de mãe para o filho têm sido praticamente nulas, daí que a organização se tenha comprometido com a iniciativa que, em um ano, baixou consideravelmente os níveis de seroprevalência.

“No primeiro ano da campanha da Primeira-Dama, passamos de uma cobertura de 48% para 62%, isso quer dizer que – mais ou menos – mil crianças nasceram sem o vírus em Angola. Então, vamos continuar a apoiar”, promete, tendo lançado o apelo aos empresários, no sentido de que se envolvem, igualmente, neste programa da esposa do Presidente da República.

“Ajudar o Governo para continuar nesta luta são coisas, às vezes mínimas, mas que fazem a diferença”, considera.

Em declarações à imprensa, à margem de uma actividade de sensibilização sobre HIV, que decorreu na emissora provincial de Benguela, Michel Kuaku assegurou total apoio ao programa devido ao impacto positivo em mulheres que vivem com a doença.

O responsável da ONU-SIDA assegura que, em Angola, não há ruptura de medicamentos para os seropositivos, contrariando, porém, informações que davam como certa a falta de anti-retrovirais para os seropositivos, tendo adiantado que está, neste momento, em curso um período de transição para o uso de um novo fármaco.

De acordo com Michel Kuaku, a Organização Mundial da Saúde (OMS), que cuida dos aspectos do tratamento, decidiu introduzir um novo medicamento para tratamento da doença, desta feita, o dolutegravir, e Angola, à semelhança de outros países no mundo, aderiu à iniciativa, estando a viver um período de transição, que deve durar alguns meses ou “mesmo alguns anos, porque vocês tem que ter o stock apropriado”. Ademais, “o que a ministra decidiu é que vamos dando poucos medicamentos para ver como as pessoas vão reagir, mediante isso fazer um estudo apropriado para ter o stock apropriado. Mas o abastecimento existe, a distribuição está a chegar, estando à disposição das pessoas”, disse.

Constantino Eduardo, em Benguela