É de hoje…Está alguém na FAF?

É de hoje…Está alguém na FAF?

Há dois dias que a Rádio Cinco, canal de informação da Rádio Nacional de Angola, passa o apelo do presidente da Associação de Futebol do Cunene, Germano Fernandes, reclamando o mutismo que se vive em relação à Federação Angolana de Futebol.

Depois da eleição feita, em que alguns dos principais adversários não foram sequer permitidos participar, os assuntos e documentos relacionados com o órgão que rege o futebol no país têm sido tratado em praça pública, com a comunicação social e as redes sociais a serem os palcos de eleição.

Foi assim com o afastamento de Norberto de Castro. Aconteceu o mesmo com a impugnação que este fez e, posteriormente, com a sua vitória junto do Tribunal de Luanda. Quase que não se sabe dos responsáveis eleitos em Novembro passado, não obstante a decisão da FIFA, nos últimos dias, de colocar algum travão na salada russa que se instalou o organismo.

É provável que alguns dos dirigentes estejam a munir-se de argumentos para, num determinado momento, rebaterem as acusações e decisões. Mas, ainda assim, não se pode permitir que o futebol em Angola caia para momentos nunca vividos, sobretudo numa época em que a comunicação joga um papel fundamental para que se dissipem dúvidas e mal-entendidos.

Na opinião de Germano Fernandes, as associações provinciais deveriam reunir-se em assembleia extraordinária para analisarem o actual momento.

Durante a fase da campanha são notórias as movimentações, incluindo nos bastidores. Até clube que nem sequer existem no mapa são vistos a ressurgir. Seria bom que nesta fase, em que se clama por uma maior solidariedade entre os agentes e homens do futebol, se pudesse indagar sobre o futuro da organização.

Não se nota, por exemplo, entre os demais 17 líderes das restantes APF qualquer movimento para se analisar se partem para um novo processo ou aguardam que Artur de Almeida e pares esgotem os argumentos de razão para continuarem à frente dos destinos da organização.

O silêncio em que se submeteram não ajuda em nada. O que faz com que alguns se questionem se, por estes dias, haverá vivalma nos corredores do edifício do Nova Vida.