Aplicativo garante transparência na gestão de centralidades e condomínios

Aplicativo garante transparência na gestão de centralidades e condomínios

Em Luanda, mais de 200 edifícios estão já a ser geridos com recurso ao GesCondo, um aplicativo que permite aos moradores o acesso, em tempo real, aos movimentos feitos nas contas dos condomínios e prédios, interacção e organização em diversos aspectos administrativos

A plataforma foi criada pelo angolano Eulálio Xavier, um engenheiro informático de 42 anos. Com esta ferramenta, os condóminos podem aceder às informações que, geralmente, ficam apenas em posse dos administradores.

Segundo explicações do desenvolvedor, a transparência é evidenciada na medida em que os residentes conectados ao aplicativo têm a possibilidade de acompanhar, em tempo real, como o património financeiro está a ser movimentado pelos gestores.

Todas as transações que envolvem o dinheiro do condomínio, prédio ou centralidade, proveniente das taxas de limpeza, jardinagem, manutenção das infra-estruturas e outras fontes de receita, são do domínio dos residentes, apesar de apenas os administradores poderem movimentar as contas.

É também possível, além de outras permissões, utilizar a aplicação móvel para fazer reclamações, sugestões, ler comunicados, regulamentos e actas, ver o calendário de eventos, acompanhar o estado das instalações e contactar profissionais que actuam na área de residência de cada morador, sendo a gestão destas informações do domínio dos administradores das zonas de moradia.

Segundo avançou Eulálio Xavier, quando foi disponibilizado o aplicativo, em Maio de 2019, a população estava meio que receosa, por conta do baixo preço de utilização. Esta situação “foi superada com o passar do tempo, pois fomos prestando esclarecimentos aos gestores e moradores tendo o nível de aceitação aumentado”.

Neste momento, “70 edifícios na Centralidade do Kilamba, Sequele, Zango 0, Talatona, Camama, Projecto Nova Vida e outros prédios e condomínios na cidade de Luanda já são geridos com recurso a este aplicativo”, informou o entrevistado, acrescentando que, para tal, os condóminos e gestores estão sujeitos ao pagamento de uma taxa de utilização.

Contudo, Eulálio Xavier garantiu que, em dois anos de utilização do aplicativo, foram alcançados os objectivos da empresa, entre eles o contributo para o crescimento tecnológico e económico do país.

Dumilde Fuxi