Baixa de Cassanje com 250 mil hectares para produção de algodão

Baixa de Cassanje com 250 mil hectares para produção de algodão

Duzentos e 50 mil hectares propícios para a produção de algodão na região da Baixa de Cassanje aguardam por investimentos privados, visando o relançamento da referida cultura

A informação foi avançada ontem pelo director do Gabinete Provincial da Agricultura e Pescas, Carlos Chipoia, tendo realçado que a província anseia pela adesão do sector empresarial privado na reactivação do cultivo de algodão e absorção da produção dos médios e pequenos produtores, que serão incentivados pelo Estado.

Disse que, nesta altura, há apenas uma entidade, à qual foi disponibilizada 10 mil hectares e que aguarda por financiamento para iniciar actividade, ao passo que, para as restantes áreas, nos municípios de Cahombo, Cunda-dia-Base, Quela e Marimba, continuam a atrair investidores.

A propósito do relançamento da produção do algodão em Malanje, que já deteve o estatuto de maior produtora do país, o investigador e economista Fernando Carvalho defende o aproveitamento das antigas fazendas experimentadas no cultivo desse produto, colocando-as à disposição de investidores, com vista a impulsionar a economia nacional.

Conforme a fonte, tal medida vai garantir milhares de postos de trabalho e alimentar a indústria têxtil nacional, que começa a ganhar novo fôlego.

Por sua vez, o pequeno produtor Samuel Lorão defende a criação de mais incentivos aos produtores, tendo em vista o alargamento das áreas de cultivo e o facto de que Angola já foi o quarto maior produtor de algodão do mundo, tendo atingido, na década de 70, uma produção anual de 86 mil toneladas do produto.

Actualmente, a indústria têxtil do país conta com três grandes fábricas de tecidos, recentemente reabilitadas pelo Governo, nomeadamente a Satec (Cuanza–Norte), Textang II (em Luanda) e a África Têxtil (em Benguela), que se dedicam à fiação, tecelagem e confecções.