Presidente do Tribunal Supremo exige empenho dos juízes na celeridade dos processos de justiça

Presidente do Tribunal Supremo exige empenho dos juízes na celeridade dos processos de justiça

Na cerimónia da tomada de posse, os novos empossados foram chamados a abandonar o conforto dos gabinetes e a irem ao encontro do cidadão

O presidente do Tribunal Supremo, Joel Leonardo, exigiu, ontem, maior responsabilidade aos novos juízes dos tribunais de comarcas, de forma a tornar a justiça angolana credível e célere junto dos cidadãos.

Na cerimónia de empossamento realizada em Luanda, Joel Leonardo recomendou maior atenção e celeridade no atendimento ao cidadão, referindo que os juízes colocados nas respectivas comarcas devem acompanhar cada problema que é apresentado pelo cidadão, e que convertam tais problemas em soluções.

O magistrado judicial chamou os investidos a abandonarem o conforto dos gabinetes para irem ao encontro dos cidadãos e que se envolvam nos processos que visam o fortalecimento e uma maior operacionalização dos trabalhos judiciais, tendo em atenção a exigência e a dinâmica que os serviços de justiça exigem, sobretudo no actual contexto de desafios.

Aos novos empossados foi também recomendado criatividade e humildade nas novas funções e que desenvolvam um trabalho de equipa e de unidade tendo o cidadão como o mais beneficiado.

O presidente reconheceu os entraves ainda constantes no sector da justiça, mas apelou para o empenho, dedicação e trabalho de equipa na celeridade dos processos. Na cerimónia, foram investidos um total de vinte efectivos.

Maior atenção às questões de família

Como consequência da morosidade constantemente registada na tramitação dos processos relativos às questões de família, Joel Leonardo deixou um apelo particular ao presidente da Comarca de Luanda, no sentido de mitigar os excessos de burocracia.

“Há cidadãos à espera dos seus divórcios há mais de cinco meses. Há herdeiros e outros interessados que precisam urgentemente de uma declaração para se dirigir ao banco, levantar o pouco dinheiro que o falecido deixou”, lamentou.