Editorial: Ainda Cafunfo

Editorial: Ainda Cafunfo

Algumas semanas depois, os ecos dos acontecimentos ocorridos em Cafunfo não se fazem sentir na dimensão tragicamente anunciada de princípio. Os dias se passaram e não se viu os enterros das mais de 20 vítimas, do mesmo modo em que estão por se apurar outras informações que foram sendo avançadas.

Em todo o caso, não obstante os primeiros comentários a quente feitos por alguns responsáveis, prevaleceu a ideia de que se deve fazer um inquérito para se apurar a verdade sobre os incidentes ocorridos naquela localidade diamantífera do município do Cuango, na Lunda-Norte.

Não obstante a preocupação manifestada inicialmente por algumas instituições, prevalece ainda o bom senso de determinadas entidades em aguardarem que o Executivo apresente os dados em sua posse, incluindo a própria Igreja Católica.

Para já, tal como reiterou o Presidente João Lourenço, não há dúvidas de que houve uma rebelião naquela localidade.

Espera-se, somente, que os dados apontem para os eventuais culpados, sejam eles elementos da Polícia Nacional ou do próprio Estado, do mesmo modo que ninguém se pode sentir chocado caso as evidências comprovem intenções ilegais dos integrantes do Protectorado Lunda-Tchokwe.