“Comboio das Artes” arranca no Lubango com artistas locais

“Comboio das Artes” arranca no Lubango com artistas locais

O Presidente da UNAC-SA, Zeca Moreno, encontra-se na cidade do Lubango, na Huíla, para acompanhar o arranque do projecto, na Segunda-feira, que contará com a presença de artistas locais, que vão animar os presentes com as suas performances

O projecto denominado “Comboio das Artes” arranca na Segunda-feira, 8, na cidade do Lubango, província da Huíla, desenvolvido pela União Nacional dos Artistas e Compositores, Sociedade de Autores (UNAC-SA), em parceria com os Caminhos de Ferro de Moçâmedes e de Benguela. A equipa, que irá integrar a actividade, é preenchida por uma delegação local que inclui artistas, assim como a presença do presidente da UNAC-SA, Zeca Moreno, e do Conselho de Administração dos Caminho-de-Ferro. A mesma começa no Lubango, no período da manhã, até ao Cuando Cubango.

O objectivo é fazer com que nas composições ferroviárias de Benguela, Moçâmedes, Huíla e Menongue, no Cuando Cubango e entre outras, com alguma periodicidade, integrem artistas das diferentes disciplinas, desde o teatro, a dança, a música e outras, ao longo do percurso e, também, nas estações dos Caminhos- de-Ferro.

De acordo com o membro da Comissão Directiva da UNACSA, Eliseu Major, é da responsabilidade desta instituição seleccionar artistas das várias regiões, sendo que os Caminhos-de-Ferro têm a missão de pagar os fazedores de artes que vão participar das actividades.

O responsável referiu que a ideia é de gerar postos de trabalhos, criar condições, a fim de permitir que os artistas destas regiões se movimentem. “O comboio é mesmo o de passageiros e vai fazer o seu percurso normal. O que vai acontecer é que, por exemplo, tendo passageiros na estação do Cuando Cubango, podemos ter lá numa actividade concreta. Enquanto eles estiverem à espera, ficarão músicos e artistas a animar. E quando estiverem a fazer o percurso, os artistas irão também”, aclarou.

Plano de acção

Eliseu Major avançou que a ideia é de fazer com que os artistas da região Sul do país tenham actividades nesta zona, numa primeira fase. Já na segunda, será efectivado o intercâmbio, fase em que as apresentações estarão consolidadas.

Frisou que as exibições serão realizadas por regiões, sendo que a Sul abarca Namibe, Huíla e Cuando Cubango. Já o Leste com as províncias do Moxico e Lunda- Norte e Sul, o Centro-Sul com Benguela, Bié, Huambo, Cuanza- Sul, seguindo-se a região Norte, com Malanje, Cabinda, Zaire, Uíge e Luanda.

“O projecto vai arrancar na Segunda- feira. Nesta primeira fase, serão com os artistas locais. É um projecto que nós elaborámos, está no nosso plano actual de actividades de 2021. Na verdade, começou a ser objectivo substancial em 2020, cuja implementação fi – cou apenas condicionada com o surgimento da pandemia da Covid- 19”, explicou.

Realçou que os passageiros vão beneficiar desta acção de forma gratuita e que o apoio será proveniente dos Caminhos-de-Ferro, fruto da parceria com a UNACSA. “Está assim garantido que o projecto tem ‘pernas’ para andar. O que nos interessa neste momento é o lançamento do mesmo, conforme foi elaborado”, concluiu.