Documentário sobre “Vida de morte” de Tina Turner

Documentário sobre “Vida de morte” de Tina Turner

Arrepiante documentário sobre Tina Turner. Tina passou na Berlinale Speciale e vai ser um caso sério de popularidade quando chegar aos cinemas ou às plataformas

Ascensão, queda e ascensão de Tina Turner já tinha dado em 1993 uma longa de ficção chamada Whats’ Love Got to Do with It, de Brian Gibson, filme que chegou a dar nomeacções aos Óscares aos seus actores.

Agora, quando a cantora já estreou o musical com o seu nome na Broadway e fez 81 anos, chegou a altura de o seu marido, Erwin Bach, e a Universal oferecerem este documentário- homenagem, uma maneira, como ela própria frisa, de fechar um ciclo e nunca mais ter de reviver o seu calvário com Ike Turner, o ex-marido que a violou e maltratou durante toda a sua vida adulta antes de fugir e começar de novo.

Tina, assim se chama o filme de Daniel Lindsay e T.J. Martin, torna-se num dos acontecimentos da secção de antestreias do festival, a Berlinale Speciale. Adoptando uma fórmula algo preguiçosa de “cabeças falantes” e uma entrevista maior e recente da própria Miss Hot Legs. O documentário está dividido em quatro partes: I- Ike & Tina, II- Família, III- Carreira, IVA história, V- Amor. Um relato de epopeia feminina sobre uma mulher que se reinventou e terá sido uma precursora do direito de denúncia das mulheres contra a agressão e os abusos masculinos.

Montado com um crescendo emocional capaz de não negligenciar temas delicados, Tina é um “agrada-multidões” nato. Um presente para os fãs de uma artista capaz de confessar ter vivido uma “vida de morte” e no qual se conta também a relação de Tina com a mãe, a escolha do seu nome artístico e a forma como chegou a odiar a canção What’s Love Got to Do with It, um caso de cinema documental com marcas de blockbuster.

Breve percurso

Anna Mae Bullock (Nutbush, 26 de Novembro de 1939), mais conhecida como Tina Turner, é uma cantora, compositora, dançarina e actriz suíça. Nascida norte-americana, Tina renunciou à cidadania estadunidense em 2013, alegando não possuir mais nenhum laço afectivo e social com os EUA, pois não viaja para seu país de origem há muitas décadas, já que sua família sempre a visita na Suíça, onde vive desde 1995.

Seu primeiro contacto com a música deu-se ainda na infância, cantando em um coral de uma igreja baptista, já demonstrando natural aptidão ao canto. É considerada dona de uma das mais belas e viscerais vozes do cenário musical, além de ser reconhecida por suas memoráveis coreografias em seus shows. É conhecida por ser a lenda viva do rock’n roll e uma das maiores e melhores cantoras mundiais. Está no ranking das dez cantoras mais ricas do mundo.