Membros do CACS garantem apoio ao novo governador provincial da Huíla

Membros do CACS garantem apoio ao novo governador provincial da Huíla

Os membros do Conselho de Auscultação e Concertação Social (CACS) garantem prestar o seu apoio ao novo governador provincial da Huíla, Nuno Mahapi Ndala, de forma a serem alcançados todos os objectivos tendentes à melhoria da qualidade de vida das populações e continuar a desenvolver acções em curso na província, com vista a atingir o seu desenvolvimento harmonioso

Esta manifestação foi apresentada pelo pastor Diniz Eurico, na Sexta-feira, 19, no município da Cacula, no final da primeira reunião do Conselho de Auscultação e Concertação Social.

De entre os vários assuntos, os conselheiros apreciaram documentos como o relatório de balanço das acções realizadas no ano de 2020, o relatório de execução do Orçamento Geral do Estado(OGE), o grau de execução do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios(PIIM) e ainda a execução do Orçamento Participativo nos Municípios.

O presidente da Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA) e membro do Conselho de Auscultação e Concertação Social disse que, para se alcançarem os objectivos dos programas em curso na província, é necessário o envolvimento de todos.

Diniz Eurico informou que é necessário que hajam mecanismos de informação com mais fluidez sobre todas etapas de execução de todos os programas e projectos que estão a ser executados para o bem das comunidades.

Advogou uma maior transparência na aplicação material de alguns apoios específicos para acudir algumas situações emergenciais, com realce para o apoio às famílias afectadas por calamidades naturais.

Fiscalização de obras

Aos jornalistas, Diniz Eurico disse que os membros do Conselho de Auscultação e Concertação Social querem informação actualizada sobre a fiscalização das obras que estão a ser executadas no âmbito PIIM.

Para o líder religioso, não pode haver fiscalização sem existir informação disponível sobre o andamento físico e financeiro de todos os projectos em curso em toda a província.

“Nós, as igrejas, estaríamos prontos para ajudar na fiscalização de todos os projectos que estão a ser executados, não só no âmbito do PIIM, mas precisamos que sejamos informados, pois só assim poderemos dar o nosso contributo”, disse.

Por sua vez, o secretário provincial do SINPROF na Huíla, João Francisco, informou que, para que haja um crescimento qualitativo no sector da Educação, é necessário que os projectos de construção de escolas incluam igualmente a construção de residências para professores de forma a evitar-se o abandono do local de serviço no momento do pagamento dos salários.

João Francisco explicou que, por falta de agências bancárias e de condições de habitabilidade, em algumas localidades, faz com que o processo de ensino-aprendizagem se processe com irregularidades, tendo em conta as constantes ausências dos docentes.

“A questão que nós propusemos aqui é sobre a construção de escolas, acoplada à residências dos professores, porque os professores gastam o seu salário nas viagens, logo, é preciso olhar também para o professor que já anda desmotivado”, alertou.

João Katombela, na Huíla