“A Paz é a maior conquista do povo depois da Independência Nacional”

“A Paz é a maior conquista do povo depois da Independência Nacional”

O Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, afirmou, ontem, em Cabinda, que depois da Independência Nacional, proclamada a 11 de Novembro de 1975, a Paz é a maior conquista do povo angolano

Discursando nas festividades do 19º aniversário do Dia da Paz e Reconciliação Nacional, celebrado ontem, sublinhou que este ano “ quis o destino que calhasse logo num Domingo de Páscoa, um dia abençoado que é duplamente festejado pela maioria dos angolanos.

Recordou que dezanove anos atrás, um dia como ontem, irmãos angolanos outra desavindos, puderam apertar as mãos e abraçar-se, dando a Angola e aos angolanos uma nova oportunidade de vida.

No seu discurso, sublinhou que não se apagam da memória colectiva o gesto de magnanimidade do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que se seguiu ao conflito, bem como as imagens da assinatura dos acordos de Paz definitiva na Assembleia Nacional, testemunhada pela comunidade nacional e internacional.

Quase três décadas depois da proclamação da Independência Nacional, e após várias tentativas e acordos falhados, segundo o Vice-Presidente, o ano de 2002 encerrava uma das mais longas guerras fratricidas de que o mundo tem memória.

No seu discurso, Bornito de Sousa lembrou que o ano de 2006 testemunhou a assinatura de um Memorando de Entendimento, na cidade de Moçamedes, província do Namibe, “estruturado para atender a especificidade da província de Cabinda”.

Benefícios da Paz

Neste acto, testemunhado por membros da sociedade civil, eclesiástica, representantes de partidos políticos na Assembleia Nacional, Bornito de Sousa afirmou ainda que depois de longos anos de destruição de vidas e de infraestruturas económicas e sociais, e do desvio de milhares de jovens, da promoção da construção e desenvolvimento de Angola, hoje os angolanos valorizam, mais do que ninguém, os benefícios da paz e da estabilidade política e social.

“Defender a paz e a unidade nacional é a maior homenagem que podemos fazer aos milhares de jovens que deram as suas vidas, sangue e suor por uma Angola una e indivisível, independente e soberana”, disse.

Para o Vice-Presidente, uma das grandes lições que se retirou do processo, que conduziu os angolanos à Paz de 4 de Abril de 2002, é que não se consegue nada honroso e digno de valor sem um mínimo de empenho , esforço e sacrifício.

“Temos, por isso, que ser capazes de resistir à tentação de privilegiar as coisas fáceis, o imediatismo e a lei do menor esforço”, apelou.

Para os angolanos atingirem os seus objectivos, dos sonhos mais complexos aos mais complexos, individuais ou colectivos, Bornito de Sousa disse necessário manter o trinómio “ fé, força e coragem”.

Acrescentou que os angolanos têm a consciência do esforço empreendido para a consecução da paz e a estabilidade, depois de vários anos de guerra.

“ Sabemos o que custou a liberdade. Sabemos o que custou a paz e a estabilidade que hoje desfrutamos”, afirmou, reforçando que a paz, a estabilidade política e a prosperidade foram o sonho almejado durante mais de 30 anos pelos angolanos.

Apontou que a melhor qualidade de vida para as famílias, melhor ensino, melhor saúde , melhores serviços públicos, uma mais justa distribuição dos rendimentos nacionais, e uma forte economia, dinâmica desenvolvida e diversificada, são objectivos comuns e legítimos que só podem ser alcançados com paz e estabilidade.

“ É nossa convicção de que temos plenas condições para continuar a crescer, em paz, unidade e democracia”, como refere o lema do acto de ontem, disse.

Projectos em Cabinda

O Vice-Presidente da República destacou também alguns projectos públicos e privados em curso na província de Cabinda, que poderão contribuir para a melhoria da qualidade de vidas e a elevação dos níveis de desenvolvimento humano e a criação de emprego para a juventude.