CNSC quer revisão da política de desarmamento da população

CNSC quer revisão da política de desarmamento da população

O presidente do Conselho Nacional da Sociedade Civil (CNSC), Africano Pedro, defendeu, em Mbanza Kongo, província do Zaire, a revisão da política de desarmamento do material bélico ainda em posse da população civil.

De acordo com o activista social, decorridos 19 anos da paz efectiva, o país ainda assiste mortes de cidadãos por armas de fogo.

O responsável, que intervinha durante o acto de tomada de posse dos membros do secretariado provincial da CNSC, acrescentou que a presença de armas de fogo em posse dos civis “ameaça” a manutenção da paz definitiva alcançada em 2002, bem como a harmonia nacional.

Por isso, pediu às entidades competentes alteração das políticas de desarmamento de todos quanto insistem em ter armas de fogo de forma ilegal e responsabilizá- los.

Sugeriu a reactivação da campanha de desarmamento civil interrompida em 2010, que envolvia os membros do CNSC em acções de mobilização e sensibilização dos cidadãos para se mitigar esse fenómeno.

Segundo o responsável, o respeito ao património e instituições públicas, símbolos nacionais e o amor ao próximo proporcionam um futuro promissor e a consequente consolidação do Estado Democrático e de Direito.

Apelou aos membros recém-empossados a moralizarem os jovens, demarcando-se das práticas que lesem os interesses do Estado e que ameacem a paz e tranquilidade públicas.

Entre as acções que o CNSC já desenvolveu um pouco por todo o país, a fonte apontou a reunificação e integração social de grupos rivais, o enquadramento de alguns jovens desavindos em cooperativas agrícolas, assim como a reintegração de jovens que durante anos cumpriram penas em diversas unidades prisionais do país.

Criado em 2016, o CNSC é uma organização filantrópica que se solidariza com cidadãos dentro e fora do país, na colaboração com os órgão legalmente constituídos e dedicados às tarefas de mobilização das comunidades para o pleno exercício dos seus direitos consagrados na Constituição da República.

Durante a sua estadia de quatro dias no Zaire, a comitiva do CNSC lançou o projecto “Dialogar”, que visa reforçar a capacidade institucional, a cultura da paz na promoção da reconciliação nacional e o amor ao próximo, bem como realizou um Workshop que abordou o “Estado migratório na região como factor da propagação da covid-19” e o “Contrabando de combustível”.

O Zaire é a décima província do país que conta com a representação do CNSC.