Chuva em Benguela mata três pessoas

Chuva em Benguela mata três pessoas

Três pessoas morreram, nove ficaram feridas e 90 residências foram destruídas, nos municípios de Benguela e Catumbela, em consequência das enxurradas que se abateram nos últimos quatro dias, revelou ontem o porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros local, Jorge David

O sub-inspector bombeiro disse que as quedas pluviais deixaram, igualmente, várias famílias ao relento. Entre as vítimas mortais está uma cidadã, de 53 anos, que perdeu a vida em consequência do desabamento da sua residência, isto no município sede da província.

O porta-voz desta instituição afecta ao Ministério do Interior, referiu que a causa das outras duas mortes foi por presumível afogamento, sendo uma registada na praia da Baía-Farta, concretamente na zona de São José, e a outra na da Catumbela. As idades dos cidadãos vítimas de afogamento variam de 25 a 31 anos de idade.

Segundo Jorge David, várias famílias estão, neste momento, ao relento em consequência das chuvas que vêem fustigando a província de Benguela, embora não revelasse números.

“O Serviço de Protecção Civil e Bombeiros interveio em várias ocorrências, a destacar aqui três mortos. Foram também registadas 90 residências com tectos destruídos, isso em consequência das chuvas que caíram ao longo da semana”, refere à RNA local.

Depois de um longo período sem chuva, a província de Benguela tem vindo a registar, nos últimos dias, fortes quedas pluviométricas. Se, por um lado, há quem manifeste satisfação, a julgar pelo êxodo rural a que a estiagem tinha sujeitado centenas de famílias, do interior para o litoral da província, por outro, há quem esteja a fazer contas à vida sempre que dos céus caem as águas “amaldiçoadas”, devido ao rasto de destruição que provocam.

Para quem vive em cidades como Benguela, Lobito e Catumbela, regiões que apresentam debilidades no escoamento de águas, por falta de um sistema de esgoto eficaz, a chuva está a criar enormes constrangimentos, com destaque para intransitabilidade e deficiência no saneamento básico, conforme constatação de vários cidadãos à reportagem deste Jornal.

Constantino Eduardo, em Benguela