Estirpe inglesa da Covid-19 já circula em Luanda

Estirpe inglesa da Covid-19 já circula em Luanda

A nova variante da estirpe inglesa, já circulação no país, propriamente na província de Luanda, onde o laboratório de Viana, em Luanda, detectou nos últimos três dias, 64 casos revelou a ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, ontem, Segunda-feira, durante a actualização dos dados da Covid-19, no CIAM

A ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta explicou que o laboratório de Viana, em Luanda, recebeu recentemente reagentes capazes de detectar as novas estirpes inglesas, pelo que nos últimos três dias nas amostras processadas de casos positivos se detectaram 64 casos da nova variante inglesa.

Sendo que, dos novos casos da variante inglesa, na sua maioria são de pacientes que não têm relação nenhuma com viagens ou com viajantes, mas sim amostras dos hospitais sentinelas nacionais incluindo o pediátrico (David Bernadino). Pelo facto, Sílvia Lutukuta concluiu que já há circulação da estirpe inglesa em Luanda.

Em função da situação, o incumprimento das medidas de biossegurança plasmada no Decreto de Estado de Calamidade preocupa. A ministra da Saúde afirmou que a Covid-19 ainda não desapareceu.

“Nós temos tido um aumento de casos na última semana, pelo facto devemos continuar a lutar e acatar as medidas que são simples de protecção individual, colectiva, uso da máscara fora do seu agregado familiar habitual, lavar as mãos com água e sabão, usar o álcool em gel, evitar os ajuntamentos”, frisou, Sílvia Lutukuta.

Segundo a ministra, o Instituto Nacional de Investigação em Saúde em parceria com o laboratório Krisp da África do Sul tem estado a processar amostras para o diagnóstico destas variantes, sendo que da primeira remessa foi obtido resultados partilhado no dia 5 de Março.

Referente aos meses de Janeiro e Fevereiro, de lembrar que foram registados 17 casos entre os quais sete com a estirpe sul-africana, cinco inglesa, um caso com a estirpe nigeriana e três casos de uma nova estirpe detectada em três jogadores tanzanianos.

Os diagnósticos foram feitos no Aeroporto 4 de Fevereiro, e os infectados ficaram imediatamente em isolamento no centro institucional da Barra do Kwanza, de modo a cortar a cadeia de transmissão.

Entretanto, Sílvia Lutucuta explicou que não existe nova variante angolana, mais sim foi diagnosticada uma nova variante importada no país, em função das medidas que a Comissão Multissectorial tem tomado e o processo de triagem e testagem no desembarque imediato no Aeroporto 4 de Fevereiro.

A ministra da Saúde afirmou, que uma das armas importantes no combate à pandemia do Covid- 19 é a vigilância epidemiológica por um lado, sendo que a outra é vigilância laboratorial assertiva, isto para o controlo da entrada das novas estirpes a nível do país.

Para tal, é feito um teste por RT- PCR, até 72 horas antes do embarque, é feito também o teste do antigénio no desembarque imediato, ainda no Aeroporto 4 de Fevereiro, de seguida os passageiros são submetido à quarentena até 10 dias, depois é feita uma nova testagem e caso o resultado for negativo é emitido o título de alta epidemiológica.

Contudo, o aumento de casos positivos da Covid-19 que o país tem registados nos últimos dias preocupa a Comissão Multissectorial, sobretudo na província de Luanda, onde tem afectado pessoas jovens, adolescentes e população pediátrica, tendo em conta que também se têm registado óbitos, representando assim um sinal de alerta para as novas estirpes.

Mais de 500 pessoas recuperadas nas últimas 24 horas

Nas últimas 24 horas o país registou 86 casos positivos, na província de Luanda foi registado 80 casos, dois na Huíla, um em Benguela, Cabinda, Cuando Cubango e no Zaire, respectivamente, com idades compreendidas entre os seis e 85 anos, quanto aos sexos foram 50 masculino e 36 feminino.

Ainda ontem, registou-se um óbito na província de Benguela de um cidadão de nacionalidade cubana, 63 anos, profissional de saúde. Entretanto, 533 pessoas recuperaram da pandemia de Covid-19, sendo 322 na província de Cabinda, 180 em Benguela, 50 no Zaire, sete em Malanje, seis em Luanda, cinco no Huambo, dois no Namibe e um no Cuando Cubango.

As idades dos recuperados variam dos três aos 58 anos. No que toca à vigilância laboratorial foram processadas duas mil e 165 amostras, originando, em dados cumulativos, 22 mil e 717 casos positivos, 543 óbitos, 21 mil e 452 recuperados, 722 casos activos.

Entre os casos activos, registam- se três críticos, 10 graves, 40 moderados, 28 leves e os demais assintomáticos. Até ontem se contabilizavam 81 doentes internados.

Em relação ao cumulativo de amostras processadas até ontem, Segunda-feira, 5 de Abril, o país registava um total de 443 mil e 115 amostras processadas, perfazendo uma taxa de positividade cumulativa de 5.4.

Nos postos de testagem nas entradas e saídas da província de Luanda, registaram-se, nas últimas 24 horas, 772 pessoas com resultados negativos, no aeroporto registou-se um total acumulado de 27 mil e 482 pessoas testadas, entre as quais 72 casos positivos. “Depois da viagem e cumprimento da quarentena de até 10 dias, registaram, na testagem a seguir a quarentena, 12 casos positivos”.

Pelo facto, por esta altura se está a fazer uma avaliação da situação, reforçando assim a vigilância epidemiológica laboratorial, assim sendo os testes estão a ser feitos nas escolas e mercados.