Forças governamentais controlam “completamente” a vila de Palma

Forças governamentais controlam “completamente” a vila de Palma

Palma “está completamente (tomada pelas Forças de Defesa e Segurança)”. O próximo passo será a criação de condições para um regresso seguro da população, obrigada a fugir na sequência dos ataques, segundo o Observador As Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas assumiram “completamente” o controlo de Palma, alvo de ataques por grupos armados há 11 dias, disse Domingo o porta-voz do Teatro Operacional Norte, Chongo Vidigal, falando a partir da vila. Palma “está completamente (tomada pelas Forças de Defesa e Segurança).

Hoje mesmo nós concluímos a clarificação da única área que ainda faltava clarificar (limpeza), fizemos isto esta manhã e está totalmente segura”. A “área sensível” libertada este Domingo é o aeródromo da vila e a segurança já foi restaurada, acrescentou. O próximo passo, prosseguiu, será a criação de condições para um regresso seguro da população, obrigada a  fugir na sequência dos ataques de 24 de Março.

“É (uma fase) crítica, porque precisa de muita acutilância, muita atenção e muita ponderação por parte das Forças de Defesa e Segurança, no sentido de ir recebendo esta população, mas também fazendo a profilaxia (a prevenção da infiltração de grupos armados), para que não voltem a causar problemas”, acrescentou o brigadeiro Chongo Vidigal. O governador da província de Cabo Delgado, onde se situa Palma, Valige Tauabo, assegurou aos jornalistas que “o inimigo foi derrubado” em Palma, devendo ser garantido o regresso seguro dos deslocados.

“A nossa presença é por sabermos que as Forças de Defesa e Segurança se entregaram à causa da pátria. O trabalho que foi feito fez com que o inimigo fosse derrubado”, declarou aos jornalistas, em Palma. A violência desencadeada há mais de três anos na província de Cabo Delgado ganhou uma nova escalada há uma semana, quando grupos armados atacaram, pela primeira vez, a vila de Palma, que está a cerca de seis quilómetros dos multi-milionários projetos de gás natural.

Os ataques provocaram dezenas de mortos e obrigaram à fuga de milhares de residentes de Palma, agravando uma crise humanitária que atinge cerca de 700 mil pessoas na província, desde o início do conflito, de acordo com dados das Nações Unidas.